Cartas de Carolina: Lab Poético, livro novo, poesia e cinema

Por Carolina Cavalcanti Pedrosa

Olá, poetas e amantes da poesia e arte.
Fazia tempo que eu não aparecia por aqui, mas não foi por descaso não!

Nesse período estive focada na produção do meu mais novo livro, “Aos Sonhadores”. Encerrei o livro com um misto de alegria, por finalmente coloca-lo no mundo, e de “e agora?”. Afinal, todo meu potencial poético dos últimos anos estava ali, traduzido naquelas palavras e sentimentos.

Porém, como tudo na vida, era hora de crescer, de expandir, de aprimorar. Foi quando me deparei com o Laboratório Poético do querido amigo e poeta Igor Calazans (esse mesmo, editor desta preciosidade chamada Recanto do Poeta).

Em sete encontros, destravei meu potencial para ser mais, aprendi a ver a vida através de outros olhos, das referências que o Igor me passou, dos colegas com quem troquei, e de mim mesma, ao acessar partes de mim que sequer sabia existirem. O Laboratório Poético segue, e muitas pessoas ainda são e serão beneficiadas pelo conhecimento, dedicação e carinho do Igor.

Eu por ora, peguei todo esse aprendizado e tenho canalizado na poesia, e na vida. Para além de novos conhecimentos, abri uma nova porta em minha jornada e agora escrevo de outra forma, ainda dentro de minhas potencialidades, mas de uma maneira diferente e instigante (alô, terceiro livro).

O que eu quero dizer com tudo isso? Que o Igor é uma pessoa de luz, cujo trabalho todos devem conhecer? Sim. Que o Laboratório Poético é uma atividade transformadora? Sim, também (corre para garantir sua vaga no próximo). Porém, acima de tudo, quero dizer que há duas formas de ver as coisas: como muros ou portas.

“Aos Sonhadores” está chegando!

Nos bastidores, tenho lido e produzido muito, inclusive um livro novo que está para sair, “Aos Sonhadores”, um livro de poesias e prosas poéticas muito especial para mim.

O fim de um ciclo pode ser um fim, mas também um começo. É clichê, é, mas às vezes estamos tão focados no que perdemos, no projeto que se encerrou, naqueles que foram embora, que não abrimos os olhos – e o coração, para todas as possibilidades que se avizinham. E elas são muitas, e são lindas.

Eu terminei um livro, com muito ou quase tudo de mim. E sim, querida Clarice Lispector, morri um pouco. Mas também renasci em tudo o que sou, e posso ser.

Para ajuda-los nessa travessia por novas portas, trago um livro e um filme, e ao final, uma riminha que fiz em homenagem aos colegas poetas e um dos meus poemas favoritos.

Não se esqueça, mesmo que a vida aparente não mudar, se mudarmos a forma como vemos a vida, mudamos tudo.

Dica de Leitura

Livro: “Zen e a Arte da Escrita”, de Ray Bradbury.

Um livro interessante, inteligente e divertido, que nos mostra como escrever pode ser um caminho para nós mesmos, além de uma ótima forma de transmitir nossos pensamentos e sentimentos (o papel é um excelente confidente, e sim, é o mesmo autor de “Fahrenheit 451”).

Dica de Cinema

Filme: “Maudie – Sua vida e sua arte”. A história real da mulher e pintora que mesmo com uma deficiência física que lhe trancafiava no próprio corpo, não deixou de ver o mundo com cores e poesia, em uma época difícil para as mulheres (convenhamos, qual não é?) Ah, e tem na Netflix, um filme daqueles de dar um quentinho no coração e gerar algumas lágrimas (lencinhos são recomendados).

Viva a Poesia!

“Acredito no poder da rima
Essa rima menina
Que me pega pela mão
E me faz imensidão”

Carolina C. Pedrosa

Por fim, um dos meus poemas favoritos, do fantástico Paulo Leminski:

“Isso de ser exatamente o que se é ainda vai nos levar além”

Obrigada por ler até aqui, aproveite as dicas e os novos óculos 😉