José Saramago

por jul 23, 2018Poetas0 Comentários

José Saramago nasceu a 16 de novembro de 1922, em Azinhaga de Ribatejo, no concelho de Golegã, Portugal. Um dos mais aclamados escritores da literatura portuguesa no mundo, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, em 1998. Best-Seller internacional, com o romance “Levantando do Chão”, de 1980, também foi  condecorado com o “Prêmio Camões, no ano de 1995. Pertenceu à primeira Direção da Associação Portuguesa de Escritores, sendo presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores, entre 1985 e 1994.

Saramago foi um escritor autodidata. Sem condições financeiras para pagar seus estudos, frequentou escolas técnicas e se formou serralheiro mecânico. Adquiriu grande interesse pela literatura estudando sozinho livros de filosofia, história e letras. Suas obras literárias ultrapassam as fronteiras dos gêneros. Escreveu praticamente de tudo: poemas, romances, peças teatrais, contos… Mas foi na poesia que iniciou sua trajetória, com a publicação do livro “Os Poemas Possíveis”, de 1966.

A poesia de Saramago é vasta e percorre os mais diversos assuntos. O tom de liberdade em seus versos são nítidos, assim como a inquietação sobre os temas mais atenuados da sociedade: religião, fé, amor, política, sentimentos… Tudo junto e misturado em poemas reflexivos, labirínticos, e palavras certeiras.

José Saramago faleceu no dia 18 de junho de 2010, em Tias, Espanha.

Poemas de José Saramago:

Não me peçam Razões…

Não me peçam razões, que não as tenho, Ou darei quantas queiram: bem sabemos Que razões são palavras, todas nascem Da mansa hipocrisia que aprendemos. Não me peçam razões por que se entenda A força de maré que me enche o peito, Este estar mal no mundo e nesta lei: Não...

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Eu Luminoso não Sou

Eu luminoso não sou. Nem sei que haja Um poço mais remoto, e habitado De cegas criaturas, de histórias e assombros. Se, no fundo poço, que é o mundo Secreto e intratável das águas interiores, Uma roda de céu ondulando se alarga, Digamos que é o mar: como o rápido...

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Na Ilha por Vezes Habitada

Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites, manhãs e madrugadas em que não precisamos de morrer. Então sabemos tudo do que foi e será. O mundo aparece explicado definitivamente e entra em nós uma grande serenidade, e dizem-se as palavras que a significam....

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Espaço Curvo e Finito

Oculta consciência de não ser, Ou de ser num estar que me transcende, Numa rede de presenças e ausências, Numa fuga para o ponto de partida: Um perto que é tão longe, um longe aqui. Uma ânsia de estar e de temer A semente que de ser se surpreende, As pedras que...

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Poema à Boca Fechada

Não direi: Que o silêncio me sufoca e amordaça. Calado estou, calado ficarei, Pois que a língua que falo é de outra raça. Palavras consumidas se acumulam, Se represam, cisterna de águas mortas, Ácidas mágoas em limos transformadas, Vaza de fundo em que há raízes...

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Retrato do Poeta quando Jovem

Há na memória um rio onde navegam Os barcos da infância, em arcadas De ramos inquietos que despregam Sobre as águas as folhas recurvadas. Há um bater de remos compassado No silêncio da lisa madrugada, Ondas brancas se afastam para o lado Com o rumor da seda...

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