Categoria: Poemas

Elegia

Abro a primeira porta. É uma sala enorme, repleta de sol. Um caminhão passa na rua, faz estremecer a porcelana. Abro a segunda porta. Amigos! bebestes da escuridão e tornaste-vos visíveis. Terceira porta. Um quarto estreito de...

consulte Mais informação

Poema de Posse

Então queres os meus versos? Pois bem, eu lhe dou, mas sob uma condição: prometer levar sempre contigo tudo aquilo que entrego na mais ávida palavra que sinto no momento da inspiração. Sim, de tudo: da minha alma aberta de medo...

consulte Mais informação

Amor à Vista

Amor à Vista Entras como um punhal até à minha vida. Rasgas de estrelas e de sal a carne da ferida. Instala-te nas minas. Dinamita e devora. Porque quem assassinas é um monstro de lágrimas que adora. Dá-me um beijo ou a morte....

consulte Mais informação

Delírio

A neve negra que escorre pelos telhados; Um dedo vermelho mergulha na tua testa, No quarto despido afundam-se nevadas azuis – Os espelhos mortos dos amantes. Em pesados pedaços se desfaz a cabeça e contempla As sombras...

consulte Mais informação

O Sol

Todos os dias o sol amarelo aparece sobre a colina. Bela é a floresta, o animal escuro, O homem, caçador ou pastor. Avermelhado, o peixe sobe no regato verde. Sob o céu redondo O pescador segue, silencioso, na canoa azul. Lenta...

consulte Mais informação

Boêmias

A Rosa Monteiro Quando me vires chorar, Que sou infeliz não creias; Eu choro porque no Mar Nem sempre cantam sereias. Choro porque, no Infinito, As estrelas luminosas Choram o orvalho bendito, Que faz desabrochar as rosas. Do...

consulte Mais informação

Súplica

Se tudo foge e tudo desaparece, Se tudo cai ao vento da Desgraça, Se a vida é o sopro que nos lábios passa Gelando o ardor da derradeira prece; Se o sonho chora e geme e desfalece Dentro do coração que o amor enlaça, Se a rosa...

consulte Mais informação

Envelhecendo

A Luís Murat Tomba às vezes meu ser. De tropeço a tropeço, Unidos, alma e corpo, ambos rolando vão. É o abismo e eu não sei se cresço ou se decresço, À proporção do mal, do bem à proporção. Sobe às vezes meu ser. De arremesso a...

consulte Mais informação

A Chegada

Noite de chuva tétrica e pressaga. Da natureza ao íntimo recesso Gritos de augúrio vão, praga por praga, Cortando a treva e o matagal espesso. Montes e vales, que a torrente alaga, Venço e à alimária o incerto passo apresso. Da...

consulte Mais informação

Germinal

Passou. A vida é assim: é o temporal que chega, Ruge, esbraveja e passa, ecoando, serra a serra, No furioso raivar da indômita refrega Que as montanhas abala e os troncos desenterra. Mas o pranto, afinal, que essa cólera encerra...

consulte Mais informação

Cogito, ergo sum

Pensa não fala! aposta na tua existência Falando… podes quebrar da vida o encanto fazer do inferno um teu canto e inglória a folia alheia Continua pensando segue o exemplo do Vivêncio filho de Prudêncio jamais a sua voz se...

consulte Mais informação

As minhas Lágrimas

As lágrimas escapuliram esboçaram no chão do meu rosto um fio de mágoa profunda queimando bem fundo Nenhum grito… nenhum gemido… palavra nenhuma letra alguma jamais traduziu tanto sofrer os olhos sentiram a minha...

consulte Mais informação

Ode à Alegria

Ó, amigos, mudemos de tom! Entoemos algo mais prazeroso E mais alegre! Alegria, formosa centelha divina, Filha do Elíseo, Ébrios de fogo entramos Em teu santuário celeste! Tua magia volta a unir O que o costume rigorosamente...

consulte Mais informação

A Árvore Boa

E a árvore grande lastimava-se, triste: – Por que só dou frutos bons? Passarinhos cantam em meus galhos acolhedores, tenho uma copa amiga para todos os animais; sou boa. – Por que sou mansa? Os que vêem dizem que sou...

consulte Mais informação
Carregando

Publicidade

Categorias

0