Paulo César Pinheiro

por nov 8, 2018Poetas0 Comentários

Paulo César Francisco Pinheiro nasceu no dia 28 de abril de 1949, no Rio de Janeiro-RJ. Um dos mais prestigiados compositores da Música Popular Brasileira (MPB), também possui grande carreira literária com seis livros de poesia e três romances publicados. Tem mais de mil canções gravadas e parcerias importantes com João Nogueira, Baden Powell, Tom Jobim, Maria Bethânia, entre outros. Foi casado com a cantora Clara Nunes, entre 1975 e 1983, ano em que a artista faleceu.

Paulo César Pinheiro começou precoce a sua carreira na música. A sua primeira música, “Viagem”, composta em parceria com João de Aquino, foi feita quando ele tinha apenas 14 anos. Depois, aos 18 anos, começou a destacar-se como letrista, estabelecendo parcerias com Baden Powell. O seu primeiro sucesso nacional, a canção “Lapinha”, foi imortalizada na voz de Elis Regina.

A boemia, o Rio de Janeiro, as rodas de samba, o carnaval e as raízes da cultura brasileira, são as grandes fontes de inspiração das obras de Paulo César Pinheiro. Ao lado de João Nogueira, seu maior parceiro musical, fundou a escola de samba “Tradição”, no ano de 1984. Em 1985, casou-se com a musicista Luciana Rabello. Este casamento lhe deu dois filhos, Ana Rabello Pinheiro e Julião Rabello Pinheiro, ambos músicos e parceiros do poeta.

Especializou-se em escrever sonetos, mas também apresenta outras formas poéticas. Suas poesias foram publicadas nos livros: “Canto Brasileiro” (1973), “Poemas Escolhidos” (1983), “Viola Morena” (1984), “Atabaques, Violas e Bambus” (2000), “Clave de Sal – Poemas do Mar” (2003). Também publicou os romances: “Portal do Pilar” (2009) e “Matinta, o Bruxo” (2010) e também “História das Minhas Canções” (2010).

Em 2002, foi premiado, juntamente com Dori Caymmi, com um Grammy Latino na categoria de “Melhor Canção Brasileira”. No ano seguinte, em 2003, ganhou o Prêmio Shell pelo CD “O Lamento do Samba”.

 

Poemas de Paulo César Pinheiro:

Ofício

A música me ama Ela me deixa fazê-la A música é uma estrela Deitada na minha cama Ela me chega sem jeito Quase sem eu perceber Quando dou conta e vou ver Ela já entrou no meu peito No que ela entra a alma sai Fica o meu corpo sem vida Volta depois comovida E eu nunca...

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A Grande Viagem

O mar tem muito mistério, A vida muito segredo. O mar às vezes assusta, A vida às vezes dá medo. A gente é só marinheiro, A vida é como oceano. No mar tem barco-fantasma, Na vida tem desengano. O mar é pura aventura, A vida é a grande viagem. Por isso o mar tem...

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Praia do Porto

Na praia do porto amanheço. Na pedra do cais tomo assento. Na água salgada eu me benzo. No brilho do sol me oriento. Na orla deserta eu caminho. Na trilha de concha me enfeito. No espelho de prata mergulho. No pé da palmeira me deito. No vento do mar me penteio. No...

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Canto Brasileiro

Meu coração é o violão de Espanha. Meu sangue quente é o banjo americano. A minha voz é o cello da Alemanha. Meu sentimento é o bandolim cigano. Minha mágoa é o som francês do acordeon Meu crânio é a gaita de fole escocesa. Meus nervos são como o bandoneon. Minha...

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Cantiga do Mundo

O vento não nasce de nada. Também ninguém sabe onde finda. Cheguei com esse vento na estrada. E vou muito mais longe ainda. Eu moro no meio da rua, Do rio, do mar e do mundo. Se a brisa passar, ela é sua. Se é o vento, eu mergulho no fundo. Pra mim não tem vento...

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