Mário Lago

Poetas

Mário Lago nasceu a 26 de novembro de 1911 no Rio de Janeiro. Artista multifacetado, além de poeta, foi compositor, ator, radialista e ativista político. Trabalhando em novelas histórica da televisão e autor de sambas, como “Ai que Saudades da Amélia”, e marchas carnavalescas, como “Aurora”, se transformou em uma figura popular consagrada e muito querida por todo o Brasil.

Apesar de ficar nacionalmente conhecido pelos seus trabalhos como ator e compositor, foi na poesia que Mário Lago iniciou a sua trajetória artística. Publicou o seu primeiro poemas com apenas 15 anos na Imprensa Carioca e, desde então, ganhou notoriedade no meio literário. Sua obra literária, assim como as canções, falam do cotidiano, amor, relações familiares, além de questões política e sociais.

Engajado politicamente, Mário Lago foi um ávido militante do antigo Partido Comunista Brasileiro, sendo amigo de Oscar Niemeyer e de Luís Carlos Prestes. Em 1932, quando participava da “Juventude Comunista”, foi preso em um comício e levados por policiais para a fronteira com o Uruguai. Nesse período, Mário Lago viveu dois meses como clandestino adotando uma identidade falsa: Pádua Correia. Segundo o próprio poeta, era o nome que sua mãe desejava que ele tivesse antes de nascer.

Mário Lago faleceu no dia 30 de maio de 2002, no Rio de Janeiro, aos 90 de idade.

Poemas de Mário Lago:

Pequenos Poemas da Grande Certeza

1. O mundo será feliz. Quando em vez de dizer eu, quando em vez de dizer meu, os homens disserem nós, os homens disserem nosso. 2. Eu não sou dono de nada. Meus filhos não serão donos de nada. Eu não sou dono de nada porque hoje alguns são donos de tudo. Meus filhos...

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Tudo como Antigamente

Somei noite mais noite olhando a lua Decorei cada estrela que brilhava Morri mais de uma vez em cada rua E sempre a cada vez, ressuscitava Pobre do tempo que não me alcançava Nunca se alcança aquilo que flutua Cama após cama a carne se gastava E a alma devassa andava...

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Três Coisas

Pra mim três coisas no mundo Valem bem mais do que o resto. Pra defender qualquer delas Eu mostro o quanto que presto. É o gesto, é o grito, é o passo, É o grito, é o passo, é o gesto. O gesto é a voz do proibido Escritasem deixar traço. Chama, ordena, empurra,...

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Momentos

Nós estamos condicionados a pensar que nossas vidas giram em torno apenas de grandes momentos. Todavia, os grandes momentos frequentemente nos pegam desprevenidos, e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância. E da...

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Eu quero Duas Rimas para Liberdade

Eu quero duas rimas para liberdade. Nem cidade nem saudade, nem faculdade nem eternidade. Eu quero duas rimas para liberdade para escrever um poema que fale da fome de um operário, que fale da angústia de um camponês. Achei as duas rimas para liberdade! Luta e União....

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E Eles Vieram pras Ruas

E eles vieram pras ruas, delírio verde nos lábios, delírio pardo nas almas, delírio negro nas mãos. E encheram de gritos as ruas, porque o povo deixou as ruas quando eles vieram pras ruas, delírio verde nos lábios, delírio pardo nas almas, delírio negro nas mãos.”...

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