Um dos principais nomes da poesia brasileira contemporânea, o poeta Alexei Bueno morreu na madrugada deste sábado, 23 de junho, no Rio de Janeiro. Aos 63 anos, ele estava hospitalizado desde última terça-feira, 23, em razão do avanço de um câncer. O velório e sepultamento acontecerão neste domingo, 28, no Cemitério dos Ingleses, Santo Cristo, Rio de Janeiro.

Poeta, tradutor e ensaísta, Alexei Bueno nasceu no dia 26 de abril de 1963, no Rio de Janeiro. Publicou mais 40 obras, sendo 23 dedicados à poesia. Recebeu diversos prêmios como o Jabuti, APCA, Fernando e Alphonsus de Guimaraens, da Biblioteca Nacional.

Polemista – Uma das facetas mais conhecidas de Alexei Bueno como intelectual foi a de “polêmico”. Em 2002, aos 38 anos, ele escreveu uma “carta aberta aos poetas brasileiros” sobre o cenário contemporâneo da literatura poética no país. O Jornal do Brasil publicou, em versão reduzida, esse manifesto que provocou enorme rebuliço, do desconforto à reflexão, aos principais literatos da época. Nessa carta, Bueno critica avidamente a presença de uma suposta “ditadura estética”, que rejeita os poemas longos, além da falta de aprofundamento dos temas. Leia a carta neste link.

“EX-VOTO”

Fora de ti, poesia,
Nunca vali um nada.
Que a tua mão sagrada
Me acene mais um dia.

(Alexei Bueno – 1963/2026)