Adélia Prado

Poetas

Adélia Luzia Prado de Freitas, mais conhecida apenas como Adélia Prado, nasceu no dia 13 de dezembro de 1935, em Divinópolis, Minas Gerais. Uma das poetas mais lidas e reverenciadas da literatura brasileira, recebeu o Prêmio Jabuti, com o livro “Coração Disparado”, publicado em 1978. Adélia também foi a primeira mulher a ganhar o “Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura” pelo conjunto da obra.

As obras literárias de Adélia Prado circundam a vida cotidiana das pessoas do interior. Com linguagem bastante direta, ela aborda temas como a fé cristã, a mais genuína alegria e a figura da mulher na sociedade. Pode-se dizer que a escritora foi uma das principais responsáveis pela valorização feminina como intelectual.

Sua estreia individual só veio em 1975, quando remete para Carlos Drummond de Andrade os originais de seus novos poemas. Impressionado com suas poesias, envia os poemas para a Editora Imago. Publicado com o nome “Bagagem”, o livro de poemas chama atenção da crítica pela originalidade e pelo estilo. Carlos Drummond de Andrade, Affonso Romano de Sant’Anna, Clarice Lispector, entre outros.

 

Poemas de Adélia Prado:

Casamento

Há mulheres que dizem: Meu marido, se quiser pescar, pesque, mas que limpe os peixes. Eu não. A qualquer hora da noite me levanto, ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar. É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha, de vez em quando os cotovelos se esbarram, ele fala...

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Ensinamento

Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento. Aquele dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou comigo: “Coitado, até essa hora no serviço pesado”. Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente. Não...

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Com Licença Poética

Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada. Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir. Não sou feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro...

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Agora, ó José

É teu destino, ó José, a esta hora da tarde, se encostar na parede, as mãos para trás. Teu paletó abotoado de outro frio te guarda, enfeita com três botões tua paciência dura. A mulher que tens, tão histérica, tão histórica, desanima. Mas, ó José, o que fazes?...

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Amor Feinho

Eu quero amor feinho. Amor feinho não olha um pro outro. Uma vez encontrado é igual fé, não teologa mais. Duro de forte o amor feinho é magro, doido por sexo e filhos tem os quantos haja. Tudo que não fala, faz. Planta beijo de três cores ao redor da casa e saudade...

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