Fernando Namora

Poetas

Fernando Gonçalves Namora nasceu no dia 15 de abril de 1919, em Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, Portugal. Considerado um dos principais poetas portugueses da segunda metade do século XX, fez parte da geração de 40, grupo literário que reuniu grandes personalidades literárias de seu país. Autor duma extensa obra, das mais divulgadas e traduzidas nos anos 70 e 80.

Aos 18 anos, em 1937, Fernando Namora publica o seu primeiro livro de poesia, intitulado “Relevos”, obra influenciada principalmente pelos poemas de Afonso Duarte. Ainda estudante, ele passa a frequentar tertúlias em Coimbra, conhecendo literatos de sua geração e que tinha em mente uma viragem na literatura do país, como Carlos de Oliveira, Mário Dionísio, Joaquim Namorado ou João José Cochofel.

Ao lado dos novos companheiros, funda as revista “Altitude” e inicia, em 1941, o projeto “Novo Cancioneiro”, uma coleção poética de 10 volumes que começou apresentando o seu segundo livro, “Terra”, considerado um advento do neo-realismo.

A obra literária de Fernando Namora passa por transformações importantes ao longo de 50 anos. Através de uma narrativa bem pessoal, seus poemas situam-se entre a ficção e a análise social.  E outros diferentes momentos, o poeta apresenta cenários de aspectos picarescos, observações naturalistas e algum existencialismo. Porém, independentemente dos temas abordados, Namora sempre apresentou uma profunda análise psicológica, junto a um forte lirismo.

Fernando Namora faleceu no dia 31 de Janeiro de 1989, em Lisboa, Portugal.

Poemas de Fernando Namora:

Um Poema Que Se Perdeu

Hoje o dia é um dia chuvoso e triste amortalhado Naquela monotonia doente dos grandes dias. Hoje o dia... (a pena caiu-me das mãos) Acabou-se o poema no papel. Cá por dentro Continua... Oh! este marulhar das almas no silêncio!

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Poema para Iludir a Vida

Tudo na vida está em esquecer o dia que passa. Não importa que hoje seja qualquer coisa triste, um cedro, areias, raízes, ou asa de anjo caída num paul. O navio que passou além da barra já não lembra a barra. Tu o olhas nas estranhas águas que ele há-de sulcar e nas...

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A Mais Bela Noite do Mundo

Hoje, será o fim! Hoje nem este falso silêncio dos meus gestos malogrados debruçando-se sobre os meus ombros nus e esmagados! Nem o luar, pano baço de cenário velho, escutando a minha prisão de viver a lição que me ditavam: - Menino! acende uma vela na tua vida, que o...

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