Julio Cortázar

Poetas

Julio Florencio Cortázar nasceu no dia  26 de agosto de 1914, na embaixada da Argentina em Ixelles, Bruxelas, na Bélgica. Um dos mais importantes escritores da literatura latino-americana, ao lado de nomes como Jorge Luis Borges e Gabriel Garcia Marquez, é considerado mestre do gênero “Realismo Fantástico”, especializando-se em escrever contos curtos e e prosas poéticas.

Cortázar foi uma criança solitária, aparentemente triste e instrospectiva. No entanto, a infância vivida na cidade de Banfield, na Argentina, fomentou a personalidade reflexiva e muito criativa do futuro escritor. Algumas de suas obras mais importantes, principalmente os contos, são autobiográficos. Em 1938, aos 24 anos, publicou o primeiro livro, “Presencia”, uma série de sonetos. Nssa obra, que teve tiragem de 250 exemplares, ele assinou sob o pseudônimo “Julio Denis”.

Mesmo ainda sem um comprometimento político declarado, Cortázar, em 1951, deixa a Argentina por discorda do regime ditatorial da época. Ele parte para Paris onde começa a fazer parte de movimentos culturais com outros artistas e intelectuais. A partir de 1963, quando visitou Cuba, enviado pela Casa de las Américas, intensificou a sua vocação ideológica, tornando-se também uma figura emblemática de políticas contra os regimes ditatoriais no Chile e principalmente na Nicarágua.

Em relação à sua obra litéraria, Cortázar, apesar de apresentar sonetos em seu início como poeta, sempre trouxe uma verve intensamente original e inovadora, seguindo a corrente que une a realidade ao universo mágico. Por isso, muitos consideram o sucessor de Edgar Allan Poe e credenciam o seu estilo como uma nova forma escrever na América Latina, rompendo as estéticas tradicionais, apresentando narrações sem os rigores de tempo e espaço, além da construção de personagens repletos de autonomia e imensa profundidade psicológica.

Julio Cortázar morreu no dia 12 de fevereiro de 1984, em Paris, França.

Poemas de Julio Cortázar:

O que me agrada de teu Corpo

O que me agrada de teu corpo é o sexo.O que me agrada de teu sexo é a boca.O que me agrada de tua boca é a língua.O que me agrada de tua língua é a palavra.

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O Breve Amor

Com que tersa doçurame levanta do leito em que sonhavaprofundas plantações perfumadas, me passeia os dedos pela pele e me desenhano espaço, de forma instável, até que o beijose pousa curvo e recorrente, para que o fogo lento comecea dança cadenciada da...

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A Mosca

Vou ter que matar-te de novo.Já te matei tantas vezes, em Casablanca, em Lima,em Cristiânia,em Montparnasse, numa fazenda na província de Lobos,no bordel, na cozinha, em cima de um pente,no escritório, neste travesseirovou ter que matar-te de novo,eu, com a minha...

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