Florbela Espanca

Poetas

Flor Bela Lobo, conhecida na literatura como Florbela Espanca, nasceu no dia 8 de dezembro de 1884, em Vila Viçosa, Alentejo, Portugal. Uma das mais conhecidas e aclamadas poetas da língua portuguesa, apresentou em suas obras um reflexo de uma vida emocional intensa e autodestrutiva. Mesmo sem participar de qualquer movimento literário da época, ela é conceituada “ultrarromântica” por causa de seus contos e sonetos dramáticos que falam do amor como única, mas intangível, forma de felicidade. Florbela também é considerada uma das primeiras escritoras feministas de Portugal, pois abordava temas eróticos e de libertação sexual das mulheres.

A vida de Florbela Espanca foi efêmeras paixões e grandes sofrimentos. Ainda na adolescência, apresentou os primeiros sintomas de uma doença nervosa, que mudava radicalmente seus traços emocionais, gerando melancolia, angústia e solidão. Ela se casou duas vezes e teve dois abortos. Em 1927, com muitos problemas familiares e uma saúde frágil, rendeu-se à depressão quando o seu irmão, Apeles Demóstenes, com que tinha uma relação quase incestuosa, morreu em um acidente de avião.

Na noite do seu aniversário de 35 anos, no dia 08 de dezembro de 1930, em Matosinhos, Florbela Espanca suicidou-se com overdose de barbitúricos.

Poemas de Florbela Espanca:

Súplica

Olha pra mim, amor, olha pra mim; Meus olhos andam doidos por te olhar! Cega-me com o brilho de teus olhos Que cega ando eu há muito por te amar. O meu colo é arrninho imaculado Duma brancura casta que entontece; Tua linda cabeça loira e bela Deita em meu colo, deita...

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A Maior Tortura

Na vida, para mim, não há deleite. Ando a chorar convulsa noite e dia ... E não tenho uma sombra fugidia Onde poise a cabeça, onde me deite ! E nem flor de lilás tenho que enfeite A minha atroz, imensa nostalgia ! ... A minha pobre Mãe tão branca e fria Deu-me a beber...

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Tédio

Passo pálida e triste. Oiço dizer "Que branca que ela é! Parece morta!" E eu que vou sonhando, vaga, absorta, Não tenho um gesto, ou um olhar sequer... Que diga o mundo e a gente o que quiser! -O que é que isso me faz?... o que me importa?... O frio que trago dentro...

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Mais Alto

Mais alto, sim! mais alto, mais além Do sonho, onde morar a dor da vida, Até sair de mim! Ser a Perdida, A que se não encontra! Aquela a quem O mundo não conhece por Alguém! Ser orgulho, ser àguia na subida, Até chegar a ser, entontecida, Aquela que sonhou o meu...

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