Adília Lopes

por maio 16, 2019Poetas0 Comentários

Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira, mais conhecida pelo pseudônimo Adília Lopes, nasceu no dia 20 de abril de 1960, em Lisboa, Portugal. Uma das mais conceituadas poetas portuguesas da atualidade, publicou mais de 30 livros, dentre poesia e crônicas. Colaborou com poemas, artigos e poemas traduzidos, em diversos jornais e revistas, nacionais e de outros países.

Através de um concurso de prosa da Associação Portuguesa de Escritores, em 1983, Maria José passa a utilizar o pseudônimo Adília Lopes em suas obras. Dois anos depois, em 1985, publica o seu primeiro livro de poemas, intitulado “Um jogo bastante perigoso”.

Inspiradas em poetas como Sophia de Mello Breyner Andresen e Ruy Belo, a poesia de Adília Lopes apresenta uma escrita coloquial e naïf, repleto de jogos fonéticos, associações livres, rimas infantis e idiomas estrangeiros. Os temas mais abordados fazem referências ao cotidiano, principalmente femininos e domésticos, sempre tratados com humor e ironia, certas doses candura e crueza, além de muita inteligência e sensibilidade. Católica, ela também demonstra uma profunda religiosidade em sua literatura, definindo a si própria como uma “freira poetisa barroca”.

Tornou-se midiaticamente mais conhecida a partir do ano 2000, quando publicaram “Obra”, uma reunião dos seus 15 primeiros livros de poesia, com ilustrações de Paula Rego.

Poemas de Adília Lopes:

Os Amantes

Os amantes fecham-se um no outro (como os punhos do bebê que dorme no berço e no útero da mãe como as caras dos ícones no escuro das igrejas)

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Deus é a Nossa Mulher-a-Dias

Deus é a nossa mulher-a-dias que nos dá prendas que deitamos fora como a vida porque achamos que não presta Deus é a nossa mulher-a-dias que nos dá prendas que deitamos fora como a fé porque achamos que é pirosa

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Arte Poética

Escrever um poema é como apanhar um peixe com as mãos nunca pesquei assim um peixe mas posso falar assim sei que nem tudo o que vem às mãos é peixe o peixe debate-se tenta escapar-se escapa-se eu persisto luto corpo a corpo com o peixe ou morremos os dois ou nos...

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