Maya Angelou

Poetas

Marguerite Ann Johnson, mais conhecida pelo pseudônimo Maya Angelou, nasceu no dia 4 de abril de 1928, em St. Louis, Missouri, nos Estados Unidos. Uma das escritoras mais importantes de seu tempo, usou da poesia como uma ferramenta da voz feminina pela igualdade racial, luta de classes e liberdade de expressão. Foi nomeada para o Pulitzer Prize, em poesia, no ano de 1971.

O grande trauma da vida de Maya Angelou aconteceu na infância, aos 8 anos, quando sofreu estupro do namorado de sua mãe, em St. Louis. Por causa disso, durante anos ela ficou completamente muda, só conseguindo superar o trauma com o aparecimento da literatura, apresentada por uma vizinha de bairro.

A força interior e a não conformação de Maya Angelou com a situação que vivia a fez uma adolescente inquieta e questionadora. Aos 17 anos, tornou-se a primeira motorista negra de ônibus em São Francisco e tornou-se mãe solteira em uma época em que isso não era comum, tampouco aceito;

No início da década de 50, quando surgiu com o pseudônimo Maya Angelou, tornou-se a primeira mulher negra a ser roteirista e diretora em Hollywood. Nesse período ele se afirmou como atriz, cantora e dançarina em várias montagens teatrais que percorreram o país.

Nos anos 60 ficou amiga de Martin Luther King Jr. e Malcolm X, tornando-se personalidade importante da militância política dos EUA. Serviu no SCLC com Dr. King, e trabalhou durante anos para o movimento de direitos civis. Também nos anos 60, trabalhou e viajou pela África, como jornalista e professora, ajudando vários movimentos de independência africanos.

Em 1993, Angelou leu um de seus poemas, chamado “On the Pulse of Morning”, na tomada de posse de Bill Clinton como presidente. Já no final de sua vida, recebeu o Grammy de melhor texto recitado pela sua leitura, e novamente a trouxe para a vista do público.

Angelou morreu no dia 28 de maio de 2014, em   Winston-Salem, Carolina do Norte, Estados Unidos.

Poemas de Maya Angelou:

Insone

Há certas noites em queo sono se faz de pudico,distante e desdenhoso.E todos os ardisde que tenho me validopara ganhar os seus favoressão inúteis como orgulho ferido,e muito mais dolorosos.

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Ainda Assim Me Levanto

Você pode me riscar da HistóriaCom mentiras lançadas ao ar.Pode me jogar contra o chão de terra,Mas ainda assim, como a poeira, eu vou me levantar. Minha presença o incomoda?Por que meu brilho o intimida?Porque eu caminho como quem possuiRiquezas dignas do grego...

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Mulher Fenomenal

Lindas mulheres indagam onde está o meu segredo Não sou bela nem meu corpo é de modelo Mas quando começo a lhes contar Tomam por falso o que revelo Eu digo, Está no alcance dos braços, Na largura dos quadris No ritmo dos passos Na curva dos lábios Eu sou mulher De um...

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