Luís de Camões

Poetas

Luís Vaz de Camões (1524-1580), foi um poeta português, considerado um dos maiores representantes da literatura lusófona. Não se sabe ao certo o seu local de nascimento, há pesquisas que supõem à cidade de Lisboa enquanto outras dizer ser em Coimbra, contudo, suas obras perpetuaram o seu nome na literatura ocidental e no classismo português. Os Lusíadas, foi a sua obra poética mais importante, sintetizando as principais marcas do Renascimento Português: o humanismo e as expedições ultramarinas.

Poeta erudito, Camões inspirava as suas poesias em canções ou trovas populares que lembravam cantigas medievais. Aborda temas dramáticos, existenciais e amorosos, principalmente em sonetos e redondilhas. Destacava-se pela perfeição geométrica dos versos, correções de métricas e rimas. Estudiosos apontam que muitos poemas de Camões foram tiveram como inspiração uma grande amor, uma jovem chinesa chamada Tin Nam Men, mais conhecida por “Dinamene”, e que morreu tragicamente afogada em um naufrágio no qual o escritor se salvou.

“Os Lusíadas”, uma das obras mais importantes da literatura portuguesa, que celebra os feitos marítimos e guerreiros de Portugal. que foi publicado em 1572, com a ajuda do rei D. Sebastião. Inspirado em A Eneida de Virgílio, narra fatos heroicos da história de Portugal, em particular a descoberta do caminho marítimo para as Índias por Vasco da Gama. No poema, Camões mescla fatos da História Portuguesa à intrigas dos deuses gregos, que procuram ajudar ou atrapalhar o navegador.

Luís Vaz de Camões tem como característica física marcante a falta do olho direito. Isso aconteceu em 1547, quando ingressou no Exército da Coroa de Portugal. Em uma guerra contra os Celtas, no Marrocos, ele perdeu o olho. Camões morreu em Lisboa, no dia 10 de junho de 1580.

Poemas de Luís de Camões:

Quando Me Quer Enganar

Quando me quer enganar A minha bela perjura, Pera mais me confirmar O que quer certificar, Pelos seus olhos mo jura. Como meu contentamento Todo se rege por eles, Imagina o pensamento Que se faz agravo a eles Não crer tão grão juramento. Porém, como em casos tais Ando...

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Eu Cantarei de Amor tão Docemente

Eu cantarei de amor tão docemente, Por uns termos em si tão concertados, Que dois mil acidentes namorados Faça sentir ao peito que não sente. Farei que amor a todos avivente, Pintando mil segredos delicados, Brandas iras, suspiros magoados, Temerosa ousadia e pena...

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Alma minha Gentil, que te Partiste

Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida, descontente, Repousa lá no Céu eternamente E viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento etéreo, onde subiste, Memória desta vida se consente, Não te esqueças daquele amor ardente Que já nos olhos meus...

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Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum...

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Transforma-se o Amador na cousa Amada

Transforma-se o amador na cousa amada, por virtude do muito imaginar; não tenho logo mais que desejar, pois em mim tenho a parte desejada. Se nela está minha alma transformada, que mais deseja o corpo de alcançar? Em si somente pode descansar, pois consigo tal alma...

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Amor é Fogo que Arde Sem se Ver

Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se...

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  • Manuel de Bocage
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  1. Antero de Quental » Recanto do Poeta - […] de Coimbra”. Especializado em sonetos, para muitos, os seus poemas são comparados aos de Luís de Camões e Manuel Bocage. Militante…

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