Mário Faustino

Poetas

Mário Faustino dos Santos e Silva nasceu no dia  22 de outubro de 1930, em Teresina, Piauí. Com apenas um livro publicado em vida – faleceu aos 32 anos em um desastre aéreo – é visto como uma das grandes perdas prematuras da poesia brasileira. Poeta e jornalista, também dedicou-se a traduzir obras de Ezra Pound e Robert Stock, para o português. 

Um ano antes de se mudar para o Rio de Janeiro, em 1955, Mário Faustino publicou o livro “O Homem e sua Hora”, obra que ganhou muitos elogios da crítica e do público. Tornou-se editorialista do Jornal do Brasil (JB) e ganhou notoriedade como crítico literário no Suplemento Dominical do jornal, assinando a página “Poesia-Experiência”, dedicada exclusivamente à reflexão sobre a tradição, a teoria e a prática poéticas.

Sempre observando os vieses da revolução estética que movimento concretista ensaiava no país, o lema de Mário Faustino era “Repetir para aprender, criar para renovar”,  fazendo apologia ao improviso. Nesse período, ele publicou tanto jovens poetas como nomes consagrados da literatura. Em uma única página podiam-se encontrar o então iniciante José Lino Grunewald, um experimentalista como Antonin Artaud e ninguém menos que Sá de Miranda.

Em fins de 1959, decepcionado com os rumos tomados pelo suplemento, desistiu da militância literária e passou a dedicar-se exclusivamente à redação e ao editorial do jornal. Em novembro de 1962, teve de viajar para Nova York, como correspondente internacional do JB, no entanto, foi uma das vítimas fatais do Voo Varig 810, que caiu em Lima, no Peru.

Mário Faustino faleceu no dia 27 de novembro de 1962, em Lima, no Peru. Após sua morte, foram publicados dois livros do poeta: “Poesia de Mário Faustino, antologia poética”, de 1966 e “Os Melhores Poemas de Mário Faustino”, de 1985.

 

Poemas de Mário Faustino:

Carpe Diem

Que faço deste dia, que me adora?Pega-lo pela cauda, antes da horaVermelha de furtar-se ao meu festim?Ou colocá-lo em música, em palavra,Ou grava-lo na pedra, que o sol lavra?Força é guarda-lo em mim, que um dia assimTremenda noite deixa se ela ao leitoDa noite...

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O Mundo que Venci deu-me um Amor

O mundo que eu venci deu-me um amor,Um troféu perigoso, este cavaloCarregado de infantes couraçados.O mundo que venci deu-me um amorAlado galopando em céus irados,Por cima de qualquer muro de credo.Por cima de qualquer fosso de sexo.O mundo que venci deu-me um...

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