Eucanaã Ferraz

por mar 21, 2019Poetas0 Comentários

Eucanaã Ferraz nasceu em 18 de maio de 1961, no Rio de Janeiro. Professor de Literatura Brasileira na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, é um dos mais conceituados poetas da atualidade, publicando, dentre diversas obras, os livros de poemas “Desassombro”, que recebeu o Prêmio Alphonsus de Guimaraens, da Fundação Biblioteca Nacional, como o melhor livro de poesia de 2002.

A primeira obra de Eucanaã, o “Livro Primeiro”, de 1990, traz um “eu” poético saudosista e com grandes duvidas sobre o futuro. No entanto, em outros momentos, a inquietação do poeta não o fez seguir uma linha de pensamentos específicos, apresentando diversas facetas, cenários, além de propostas diferentes em relação aos aspectos temáticos e formais da escrita. Focando uma ideia de “lapidação” da palavra poética, ele usa da plasticidade visual para apresentar uma imagem ideal através de um desdobramento de outras imagens e percepções.

Dentre os temas mais abordados por Eucanaã em suas obras estão a eloquência do silêncio poético, além da tensão entre o claro e escuro, como uma busca incessante em “iluminar” o breu através da limpeza dos pensamentos.

Além das próprias obras, Eucanaã é responsável também por organizar livros de autores e personagens importantes da cultura brasileiras, tais como Caetano Veloso, Vinicius de Moraes e Carlos Drummond de Andrade.

Desde 2010, Eucanaã Ferraz atua como consultor de literatura do Instituto Moreira Salles, em São Paulo, onde elabora publicações, exposições, debates, cursos e espetáculos.

Poemas de Eucanaã Ferraz:

Por Vezes, Não Raro

Por vezes, não raro,basta um gesto, sua borracha,um quase nada de alvaiade,um rasgo e só. No entanto, o carvãode certas palavras,de alguns nomes,não se apaga fácil. Afogá-lo, inútil:o maralto trazde volta cada sílabaem sal fortalecida. Enterrá-lo? Logo...

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Calendário

Maio, de hábito, demora-se à porta,como o vizinho, o carteiro, o cachorro.Das três imagens, porém, nenhuma diz do que houve, para meu susto, àquele ano.O quinto mês pulou o muro alto do diacomo só fazem os rapazes, mas logo pelos quartos e sala convertia o ar em...

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Orelhas

Estão certas todas as canções banais letras convencionaisseus corações como são de praxe; estão certos os poemasenfáticos inchados de artifícios à luz óbvia da luaou de estúpidos crepúsculos; os sonetos mal alinhavadostoscos estão certos bem como as confissões...

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