Rubem Braga

Poetas

Rubem Braga nasceu no dia 12 de janeiro de 1913, em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo. Considerado um dos maiores cronistas brasileiros de todos os tempos, também escrevia poemas. Irmão do também poeta Newton Braga, além de escritor, foi jornalista e diplomata.

A necessidade de expressar os acontecimentos e suas percepções cotidianas fizeram Rubem Braga uma referência da prosa contemporânea, inovando a forma de fazer crônica no país. Suas obras se destacam pela simplicidade, precisão e nostalgia, abordando suas memórias da infância e juventude.

A sua vida como jornalista também trouxe um olhar social e político às suas obras. Usava-se da ironia e do bom humor para destilar acidez contra os governos da época, denunciando injustiças. Por criticar a liberdade de imprensa e a violência praticada em nome da revolução, foi alvo de investigações durante a regime militar.

Em relação à poesia, Rubem Braga foi um grande antologista. Na década de 50, entre 1953 e 1956, teve uma seção chamada “A Poesia É Necessária”, na revista Manchete, em que apresentava poemas de escritores contemporâneos, como Murilo Mendes, Walmir Ayala e Adélia Prado.

Três anos após a sua morte, em 1993, a editora Record publicou o “Livro De Versos”, uma coletânea de 14 poemas escritos por Braga. 

Rubem Braga morreu aos 77 anos, em 19 de dezembro de 1990, no Rio de Janeiro.

Poemas de Rubem Braga:

Ao Espelho

Tu, que não foste belo nem perfeito,Ora te vejo (e tu me vês) com tédioE vã melancolia, contrafeito,Como a um condenado sem remédio. Evitas meu olhar inquiridorFugindo, aos meus dois olhos vermelhos,Porque já te falece algum valorPara enfrentar o tédio dos espelhos....

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Poema em Ipanema, numa Quarta-Feira sem Esperança

Podias ir à proa de barcos antigosCortando ventos salgadosCom espumas fervendo em teus seios de virgemFigure étroite en proue de bâtimentGalga esgalgaLili És menina nos bicos dos seios ena pevide do sexo —estranhamente pequenos os três,como botões de irrevelada...

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Ode aos Calhordas

Os calhordas são casados com damas gordasQue às vezes se entregam à benemerência:As damas dos calhordas chamam-se calhôrdasE cumprem seu dever com muita eficiência Os filhos dos calhordas vivem muito bemE fazem tolices que são perdoadas.Quanto aos calhordas...

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