William Blake

por mar 27, 2019Poetas0 Comentários

William Blake nasceu no dia 28 de novembro de 1757, em Londres, na Inglaterra. Mais conhecido como pintor, também foi um importante poeta da literatura inglesa. Escreveu e ilustrou mais de 20 livros, incluindo “O livro de Jó” da Bíblia, “A Divina Comédia” de Dante Alighieri – trabalho interrompido pela sua morte – além de títulos de grandes artistas britânicos de sua época.

Desde a infância, a bíblia exerceu profunda influência sobre Blake, tornando-se uma de suas maiores fontes de inspiração artística. Criança, Blake dizia ter visões de anjos pendurando lantejoulas nos galhos de uma árvore. Em suas primeiras obras poéticas, Blake exibia grande conhecimento de poetas como Ben Jonson, Edmund Spenser, além dos Salmos. Seu primeiro volume de poemas, “Canções da inocência”, de 1789, apresentou traços de misticismo.

Nessa época, as obras literárias de Blake estavam no auge do que se pode chamar de clássico “augustano”, uma espécie de paraíso para os conformados às convenções sociais. Contudo, por ter vivido em períodos significativos da história – marcado pelo iluminismo e pela Revolução Industrial na Inglaterra – Blake enxergava o mundo de uma forma que muitos se negavam a ver: a pobreza, a injustiça social, a negatividade do poder da Igreja Anglicana e do estado.

William Blake morreu no dia 12 de agosto de 1827, em Londres, Inglaterra.

Poemas de William Blake:

Jerusalém

E o semblante divinoBrilhara em meio aos turvos montes?E aqui nasceu JerusalémEm meio à máquina infernal? Tragam-me o arco douradoTragam-me as flechas do desejoTragam a lança entre as nuvensTragam o carro flamejante Não cessará meu combateNem minha espada hei de...

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A Rosa Doente

Ó Rosa, estás doente!Um verme pela trevaVoa invisivelmenteO vento que uiva o leva Ao velado veludoDo fundo do teu centro:Seu escuro amor mudoTe rói desde dentro.

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A Árvore Envenenada

Sentia raiva de um companheiroConfessei o ódio, o ódio se foi inteiroSentia raiva de um inimigoFiquei calado, o ódio vi crescido. E o reguei de alma sombriaCom meu pranto noite e diaE escondido sob sorrisos gentisE com corteses, enganosos ardis. E cresceu noite e...

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