William Butler Yeats

Poetas

William Butler Yeats, também conhecido por W.B. Yeats, nasceu no dia 13 de junho de 1865, em Dublin, na Irlanda. Poeta, dramaturgo e místico, é considerado um dos autores mais importantes em língua inglesa do século XX, tornando-se personagem principal do Renascimento Literário Irlandês. Ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1923.

Diferente de outros poetas modernistas, Yeats era um mestre das formas poéticas tradicionais. Antes mesmo de publicar os seus primeiros poemas – fato que só veio a acontecer em 1886 – associava a poesia com ideias e sentimentos religiosos. Por isso, as suas primeiras tendências poéticas são inspiradas em mitos e no folclore irlandês, bem como na prosódia e coloratura dos versos pré-Rafaelitas. Muito influenciado pelo poeta Percy Bysshe Shelley, suas obras também abordavam o romantismo e fantasia.

O impacto do modernismo em suas obras começou mais tarde, quando passou a conviver com Ezra Pound. Nesse período, suas obras passam a abdicar da dicção poética convencional dos primeiros anos da sua obra, para uma linguagem mais austera e uma abordagem mais direta dos temas característicos da sua poesia e do teatro da fase intermédia.

A convivência com Pound e suas atitudes aristocráticas, levaram-no a expressar por diversas vezes a sua admiração por Mussolini. Eleito Senador na Irlanda, suas tendências políticas eram, no entanto, confusas e ambíguas: nunca se tendo mostrado simpatizante da esquerda (e da democracia), contudo, quando Pablo Neruda o convidou a visitar Madrid em 1937, Yeats respondeu-lhe numa carta onde defendia a República e repudiava o Fascismo.

William Butler Yeats faleceu no dia 28 de janeiro de 1939, em Menton, na França.

Poemas de William Butler Yeats:

Morte

Medo não tem, nem esperança,Um animal a agonizar:Aguarda um homem o seu fim,Tudo a temer, tudo a esperar;Já muitas vezes morreu ele,As muitas vezes retornando.Em seu orgulho, um grande homem,Homens que matam enfrentando,Sobre a substituição da vidaAtira um menosprezo...

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Tecidos do Céu

Fossem meus os tecidos bordados dos céus,Ornamentados com luz dourada e prateada,Os azuis e negros e pálidos tecidosDa noite, da luz e da meia-luz,Os estenderia sob os teus pés.Mas eu, sendo pobre, tenho apenas os meus sonhos.Eu estendi meus sonhos sob os teus...

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Aquelas Imagens

E se eu mandasse que deixásseisA caverna da mente?Há na luz do sol e no ventoExercício mais conveniente. A Moscou ou a RomaNunca vos mandei viajar,Renunciai a esta maçada,Chamai as Musas para o lar. Procurai aquelas imagensQue constituem a terra bruta,O leão e a...

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E daí?

Na escola achava, cada amigo mais chegado,que ele viria a ser um homem celebrado;pensando o mesmo, ele viveu com esse humor,fartando os seus vinte anos de labor;"E daí?" "E daí?" - cantou o fantasma de Platão. Tudo o que ele escreveu, tudo foi lido;Depois de certos...

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Os Velhos Admirando-se na Água

Ouvi os velhos, velhos, murmurando:"Tudo se altera,E um por um vamos passando."Tinham mãos como garras, e seus joelhosEram torcidos como os espinheiros velhosJunto da água.Ouvi os velhos, velhos, murmurando:"Tudo o que é belo foge, deslizandocomo as águas"

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