Antonio Cicero

Poetas

Antonio Cicero Correia Lima, nasceu a 6 de outubro de 1945, no Rio de Janeiro. Um dos escritores mais conceituados da literatura brasileira contemporânea, além de poeta também é compositor, crítico literário e filósofo. Foi eleito, no dia 10 de agosto 2017, para a cadeira 27 da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo Eduardo Portella. Em 2001, o seu poema “Guardar” foi incluído na antologia “Os cem melhores poemas brasileiros do século,” organizada por Ítalo Moriconi.

Antonio Cicero escreve poesia desde muito jovem, porém foi pelas composições musicais que teve o reconhecimento inicial. Ao lado da sua irmã, a cantora Marina Lima, muita de suas letras tornaram-se sucesso na MPB, como “Fullgás”, “Pra Começar” e “À francesa”– essa em parceria com Cláudio Zoli. Entre outras parcerias, destacam-se canções com Waly Salomão, João Bosco, Orlando Morais, Adriana Calcanhotto e Lulu Santos (co-autor do hit “O Último Romântico”, de 1984).

Junto com Waly Salomão, em 1993, idealizou o projeto “Banco Nacional de Idéias”, onde promoveu ciclos de conferências e discussões de artistas e intelectuais de importância mundial, como João Cabral de Melo Neto, Haroldo de Campos, John Ashbery, Derek Walcott, Caetano Veloso, Richard Rorty, Tzvetan Todorov, Hans Magnus Enzensberger, Peter Sloterdijk, Ernest Gellner, Bento Prado Júnior, Darcy Ribeiro, entre outros. Também com Waly, em 1994, organizou o livro “O relativismo enquanto visão do mundo”, que reúne as conferências realizadas pelo projeto.

Em 2005, Antonio Cicero foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria “Teoria / Crítica literária”, com a publicação do livro de ensaios filosóficos “Finalidades sem fim”.

 

 

Poemas de Antonio Cicero:

Guardar

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la. Em cofre não se guarda coisa alguma. Em cofre perde-se a coisa à vista. Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado. Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é,...

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Aparências

Não sou mais tolo não mais me queixo: enganassem-me mais desenganassem-me mais mais rápidas mais vorazes e arrebatadoras mais volúveis mais voláteis mais aparecessem para mim e desaparecessem mais velassem mais desvelassem mais revelassem mais revelassem mais eu...

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Desejo

Só o desejo não passa e só deseja o que passa e passo meu tempo inteiro enfrentando um só problema: ao menos no meu poema agarrar o passageiro.

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Prólogo

Por onde começar? Pelo começo absoluto, pelo rio Oceano, já que ele é, segundo o poeta cego em cujo canto a terra e o céu escampo e o que é e será e não é mais e longe e perto se abrem para mim, pai das coisas divinas e mortais, seu líquido princípio, fluxo e fim:...

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Presente

Por que não me deitar sobre este gramado, se o consente o tempo, e há um cheiro de flores e verde e um céu azul por firmamento e a brisa displicentemente acaricia-me os cabelos? E por que não, por um momento, nem me lembrar que há sofrimento de um lado e de outro e...

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