Fernanda Young

Poetas

Fernanda Maria Young de Carvalho Machado nasceu no dia 1º de maio de 1970, em Niterói, Rio de Janeiro. Artista multifacetada, publicou 14 livros, entre romances, contos, crônicas e poesia. Autora de diversos programas de televisão, foi duas vezes indicada ao Emmy Internacional de melhor comédia, pelos seriados “Separação?!” (Rede Globo, 2010) e “Como Aproveitar o Fim do Mundo” (Rede Globo, 2012).

A infância e a adolecência de Fernanda Young marcaram demais a sua personalidade, que beiravam a depressão e a rebeldia. Aos 10 anos cortou os pulsos e, aos 13, descobriu ter dislexia. Ela revelou que foi violentada aos 16 anos por seu primeiro namorado, e isto constituiu um trauma que a fez abandonar a escola e isolar-se.

A solidão, no entanto, trouxe um gosto voraz de leitura. Quando mudou-se para São Paulo, no início da década de 90, Fernanda Young passou a publicar os seus primeiros textos. Em 1995, estreou como autora no seriado “A Comédia da Vida Privada”, da Rede Globo, ganhando maior notoriedade na mídia. No ano seguinte lançou seu primeiro romance, “Vergonha dos Pés”, que hoje tem mais de 15 edições republicadas.

Polêmica, inteligente e extremamente irônica, Fernanda escrevia sobre o cotidiano da cidade, a condição da mulher na sociedade e muito sobre sexualidade e desejos mais íntimos. As suas obras literárias mostram uma obsessão com a cultura pop, que fizeram da poeta uma referência artística para a sua geração. Em 1999, posou nua para a edição brasileira da revista Playboy, lançada em novembro de 2009.

Fernanda Young faleceu aos 49 anos, no dia 25 de agosto de 2019, em Paraisópolis, Minas Gerais.

Poemas de Fernanda Young:

Sou Essa

Eu bordo o labirinto quente das minhas veias.Repito as palavras como mantras, nas voltas que a agulha faz.Por vezes me furo e não o pano, gosto de levar esse susto.É a digital de sangue que deixo ali: minhas lágrimas, cervejas, rompantes.Se me revelo expondo as...

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Estou por um triz. De novo.

Estou por um triz. De novo.Parece, de fato, encenação.Creio até que seja mentiraessa minha cara com esses olhos caídos.Aprendi talolhar, lendo os poemas dealguns, ou são os remédios.Eu vinha crente que não maisprecisava disso. Disso: caneta,papel, calmante e...

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Votos de Submissão

Caso você queira posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado.Costuro as suas meias para o longo inverno...Use capa de chuva, não quero ter você molhado.Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro.E...

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