José de Alencar

Poetas

José Martiniano de Alencar nasceu no dia 1º de maio de 1829, em Messejana, Fortaleza-CE. Um dos maiores expoentes do Romantismo brasileiro, consolidou esse gênero literário no país abordando temas nacionalistas às suas obras. Autor de “O Guarani” e “Iracema”, José de Alencar é o principal representante da corrente literária indianista. Foi escolhido por Machado de Assis para patrono da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Apesar de ser conhecido como grande romancista, José de Alencar também foi poeta e dramaturgo. Desenvolveu peças de teatro utilizando versos longos e ritmados. Também se especializou a escrever sonetos e poemas trazendo inovações no uso da língua portuguesa. O mote de sua obra poética, assim como em seus romances, é de um exacerbado sentimento patriota, aproveitando o momento de consolidação da Independência do Brasil para enaltecer ao povo brasileiro a sua própria cultura.

Em 1872 nasceu seu filho, Mário de Alencar. Segundo a história, a paternidade da criança nunca foi totalmente confirmada, pois comentavam-se na época que Machado de Assis tinha um caso extra-conjugal com a esposa do escritor, Georgiana Augusta Cochrane. Inclusive, acredita-se que “Dom Casmurro”, umas das principais obras de Machado, seria inspirada nesse triangulo amoroso. Em 1877, José de Alencar contraiu tuberculose e precisou ir para a Europa buscar tratamento médico.

José de Alencar faleceu no 12 de dezembro de 1877, no Rio de Janeiro. Machado de Assis, que esteve no velório de Alencar, impressionou-se ao ver a família do escritor em estado de pobreza.

Poemas de José de Alencar:

Decepção

Adeus! Para sempre adeus! Vou-me de ti; fica em paz. Volva o riso aos olhos teus, Não te verei nunca mais. Adeus! Para sempre adeus! Nem que teu semblante puro Perpasse ante os olhos meus, Não te verei: eu te juro. Adeus! Para sempre adeus! De minh'alma a luz cegaste;...

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Olhos Negros

Eu tenho meus olhos negros Desta minh'alma o condão, É por eles que inda vivo E que morro de paixão. São negros, negros, tão lindos! Porém que maus que eles são! Muito maus! Nunca me dizem O que bem sabem dizer; Não me dão uma esperança E nem ma deixam perder; Andam...

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Zelos

Tenho ciúme Do ar que gira E que respira O teu perfume. Tenho ciúme Da luz que bebe Nos olhos d'Hebe O brando lume. Tenho ciúme Desse retiro Que ouve o suspiro Do teu queixume. Tenho ciúme Da flor, senhora, Que em ti adora Celeste nume. Tenho ciúme De quanto existe...

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Se Eu fora Poeta

(A D. GEORGIANA) Quando a lua, surgindo no horizonte, Vem de luz orvalhar-te a linda face; Em que cismas se enleia, doce virgem, Tu'alma pura como a flor que nasce! Bebes, filha do céu, nos brandos lumes De teu olhar a mágica doçura? Ou do seio de Deus um anjo desce...

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Epitáfio de uma Flor

(A um amor-perfeito que secara em um álbum) Solitária nesta folha Por que te deixaram, flor? És tu lembrança de amor, ,Que assim também já murchou? ?Tudo passa neste mundo, 'Um só dia vive a flor; E como à rosa, no amor Da tarde o vento espalhou. Dorme aqui, dorme...

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A Valsa

I Estruge a orquestra, ressoa A valsa alegre e brilhante. Abre roda o bando; voa O turbilhão deslumbrante. Pelo braço do amante que a estremece, Linda virgem se embala docemente: São noivos. Flui do casto amor primeiro No sorriso a delícia rubescente. Mas ela pára....

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