Marina Tsvetáeva

por maio 23, 2019Poetas0 Comentários

Marina Ivánovna Tsvetáeva nasceu no dia 26 de setembro de 1894, em Moscou, Rússia. Considerada uma das principais poetas russas do século XX, teve, no entanto, a maioria de suas obras publicadas somente após a II Guerra Mundial, poucos anos depois de sua morte.

Filho de um renomado filólogo e de uma musicista de ascendência alemã, Marina Tsvetáeva sempre esteve ligada às artes e à poesia. Aos 16 anos, publicou o seu primeiro livro de poemas, muito bem acolhido pela crítica que logo passou a considerá-la uma revelação literária no país.

Muito estudiosa, ela aprofundou seus conhecimentos literários, principalmente em relação à lírica européia, com autores alemão e franceses. Porém, ainda assim, as grandes influências das obras de Tsvetáeva sempre foram poetas conterrâneos, entre eles, Aleksandr Blok, Anna Akhmátova e Vladimir Maiakóvski.

Os temas mais abordados em seus poemas também são sobre o seu país, o período político – a Revolução Russa de 1917 – e inquietações. Tinha um refinamento para escrever, além de uma fabulosa diversidade de estilos e de argumentos, aliados a uma expressão rítmica melódica, que a insere como uma representante da moderna poesia russa.

Em 1922, depois da Revolução Russa, Tsvetáeva precisou exilar-se em Praga, junto com seu esposo, Sergei Efron, que era militar, e sua filha Ariadna. Três anos depois, em 1925, mudam-se para França, onde vivem por 14 anos e tem mais dois filhos: Irina e Georgi. Retornou à União Soviética em 1939, porém, logo ao regressar à Rússia viu seu marido e sua filha serem presos. Sergei foi fuzilado em 1941.

Tsvetáeva passou a viver em desgraça em seu país. Com a desaprovação oficial, não conseguia morada nem trabalho, vivendo de favores e em condições precárias. Sua filha Irina, inclusive, foi entregue a um orfanato onde veio a morrer de fome.

Quando teve início a “Grande Guerra Patriótica” (nome dado pelos soviéticos para a II Guerra Mundial), Marina Tsvetáeva foi levada para a cidade de Ielabuga, no Tartaristão. Amargurada com todos os acontecimentos vividos, ela comete suicídio, também em 1941. Contudo, muitos acreditam que a poeta foi morta por agentes da NKVD, polícia política, de Stálin.

Tsvetáeva deixou uma obra poética que foi salva da destruição e do esquecimento por sua filha Ariadna. Durante o regime soviético permaneceu inédita até depois da II Guerra, quando passou a ser publicada em folhas clandestinas.

Marina Tsvetáeva morreu no dia em 1941, Ielabuga, no Tartaristão, Rússia.

Poemas de Marina Tsvetáeva:

Do Ciclo o Aluno

Pelos montes - túmidos e úmidos,Sob o sol - potente e poento,Com a bota - tímida e humilde -Atrás do manto - roxo e roto. Pelas areias - ávidas e ácidas,Sob o sol - candente e sedento,Com a bota - tímida e humilde -Atrás do manto - rasto e rasto. Pelas ondas - rábidas...

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À Vida

Não roubarás minha corVermelha, de rio que estua.Sou recusa: és caçador.Persegues: eu sou a fuga. Não dou minha alma cativa!Colhido em pleno disparo,Curva o pescoço o cavaloÁrabe -E abre a veia da vida.

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Tomaram

Tomaram logo e com espaço:Tomaram fontes e montanhas,Tomaram o carvão e o aço,Nosso cristal, nossas entranhas. Tomaram trevos e campinas,Tomaram o Norte e o Oeste,Tomaram mel, tomaram minas,Tomaram o Sul e o Leste. Tomaram a Vary e a Tatry,Tomaram o perto e o...

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