Millôr Fernandes

por abr 16, 2019Poetas0 Comentários

Milton Viola Fernandes ou Millôr Fernandes – a partir dos 17 anos de idade – nasceu em 16 de agosto de 1923, no Rio de Janeiro-RJ. Multifacetado, além de poeta, foi desenhista, humorista, dramaturgo, tradutor e jornalista. Ganhou reconhecimento nacional por suas colunas de humor gráfico em jornais e revistas como Veja, O Pasquim e Jornal do Brasil. Foi o escritor homenageado pela FLIP de 2014.

Por descuido de seus pais, Millôr foi registrado quase um ano depois do seu nascimento – no dia 27 de maio de 1924 – tendo como nome de batismo “Milton”. Só aos 17 anos, ele descobriu o seu nome “verdadeiro” ao solicitar uma cópia da certidão de nascimento, constatando que a grafia duvidosa do escrivão tornava o nome Milton em Millôr. Prontamente, ele assumiu a identidade e passou a assinar seus trabalhos como “Millôr Fernandes”.

Em mais de sete décadas, Millôr produziu obras de forma prolífica e diversificada. Dono de um estilo singular, perpicaz e de inteligência fina, era visto como figura desbravadora no panorama cultural brasileiro. Sempre carregado de ironias e a sátiras, era um ferrenho crítico da sociedade, das forças dominantes e do poder, sendo alvo permanente da censura.

Autoproclamado “livre-atirador”, Millôr defendia a liberdade dos pensamentos, o desprendimento a dogmas, conceitos, mitos e sistemas, tendo como o alvo principal o ser humano e suas ações cotidianas. Ironizava partidos políticos e ideologias (principalmente de esquerda), instituições arcaicas, sendo acusado de subversivo; criticava movimentos contemporâneos, como o feminismo, que o levou à fama de reacionário.

Apaixonado pelo Rio de Janeiro, em 27 de maio de 2013, Millôr foi homenageado com um monumento no praia do Arpoador. O poeta teve uma silhueta desenhada por Chico Caruso, que o batizou de “O Pensador de Ipanema”.

Millôr Fernandes morreu aos 88 anos, em 27 de março de 2012, no Rio de Janeiro.

Poemas de Millôr Fernandes:

Saudação aos que Vão Ficar

Como será o Brasil no ano dois mil? As crianças de hoje, já velhinhas então, lembrarão com saudade deste antigo país, desta velha cidade? Que emoção, que saudade, terá a juventude, acabada a gravidade? Respeitarão os papais cheios de mocidade? Que diferença haverá...

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Reflexão sobre a Reflexão

Terrívelé o pensar.Eu penso tantoE me canso tanto com meu pensamentoQue às vezes penso em não pensar jamais.Mas isto requer ser bem pensadoPois se penso demaisAcabo despensando tudo que pensava antesE se não pensoFico pensando nisso o tempo todo.

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Negação da Afirmação

Sou um homem bem comum sem nenhuma aspiração. Não quero ser general e muito menos sultão. Sou moderado de gastos, de ambição reduzida, não sonho ser big-shot estou contente da vida. Nunca invejei o próximo nem lhe cobiço a mulher, pego o meu lugar na fila e seja o que...

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O Quociente e a Incógnita

Às folhas tantas do livro de matemática, um quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma incógnita. Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a, do ápice à base. Uma figura ímpar olhos rombóides, boca trapezóide, corpo ortogonal, seios esferóides. Fez da sua uma vida...

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