Sophia de Mello Breyner Andresen

Poetas

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no dia 6 de novembro de 1919, na cidade do Porto, Portugal. Considerada uma das poetas mais expressivas do Século XX, foi a primeira mulher a receber o Prêmio Camões de Literatura, principal prêmio literário da língua portuguesa, em 1999.

Dona de uma escrita lirica e linguagem bem intimista, as obras de Sophia de Mello possuem fortes influências da cultura clássica, principalmente da literatura grega. Suas prosas possuem tom de liberdade, abordando temas como a natureza, o mar, o tempo e a cidade. Foi também uma grande ativista política em seu país, participando de movimentos de oposição ao Estado Novo. Chegou a ser candidata nas eleições de 1968 e, após a Revolução de abril de 1974, foi candidata à Assembleia Constituinte pelo Partido Socialista, em 1975.

Além de poeta, Sophia de Mello escreveu contos, artigos, ensaios e traduziu obras de poetas portugueses – como Fernando Pessoa e Mário Sá-Carneiro – para o francês. A autora também é conhecida por clássicos da literatura infanto-juvenil em seu país.

Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu em Lisboa, no dia 2 de julho de 2004.

Poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen:

Os Erros

A confusão a fraude os erros cometidos A transparência perdida — o grito Que não conseguiu atravessar o opaco O limiar e o linear perdidos Deverá tudo passar a ser passado Como projecto falhado e abandonado Como papel que se atira ao cesto Como abismo fracasso não...

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Quando

Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta Continuará o jardim, o céu e o mar, E como hoje igualmente hão-de bailar As quatro estações à minha porta. Outros em Abril passarão no pomar Em que eu tantas vezes passei, Haverá longos poentes sobre o mar, Outros amarão as...

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Assim o Amor

Assim o amor Espantado meu olhar com teus cabelos Espantado meu olhar com teus cavalos E grandes praias fluidas avenidas Tardes que oscilam demoradas E um confuso rumor de obscuras vidas E o tempo sentado no limiar dos campos Com seu fuso sua faca e seus novelos Em...

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A Forma Justa

Sei que seria possível construir o mundo justo As cidades poderiam ser claras e lavadas Pelo canto dos espaços e das fontes O céu o mar e a terra estão prontos A saciar a nossa fome do terrestre A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia Cada dia a cada...

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Para Atravessar Contigo o Deserto do Mundo

Para atravessar contigo o deserto do mundo Para enfrentarmos juntos o terror da morte Para ver a verdade para perder o medo Ao lado dos teus passos caminhei Por ti deixei meu reino meu segredo Minha rápida noite meu silêncio Minha pérola redonda e seu oriente Meu...

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Pranto pelo Dia de Hoje

Nunca choraremos bastante quando vemos O gesto criador ser impedido Nunca choraremos bastante quando vemos Que quem ousa lutar é destruído Por troças por insídias por venenos E por outras maneiras que sabemos Tão sábias tão subtis e tão peritas Que nem podem sequer...

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O Mar dos Meus Olhos

Há mulheres que trazem o mar nos olhos Não pela cor Mas pela vastidão da alma E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos Ficam para além do tempo Como se a maré nunca as levasse Da praia onde foram felizes Há mulheres que trazem o mar nos olhos pela grandeza da...

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