Fernando Pessoa

Poetas

Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, Portugal, no dia 13 de junho de 1888. Considerado um dos mais importantes e brilhantes poetas da língua portuguesa, seu nome está associado à primeira fase do Modernismo português, também conhecido como “Orfismo”. Dono de diversas faces, Pessoa abasteceu suas líricas saudosistas, profundas autorreflexões, inquietações e sentimentos, dando vida a diversos autores fictícios, seus famosos “heterônimos” (personagens, tês biografias próprias e traços diferentes de personalidade), como Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Bernardo Soares. Até os 20 anos de idade, Fernando Pessoa compôs suas primeiras poesias somente em inglês, sendo também um importante tradutor das obras de grandes autores, como Lord Byron, William Shakespeare e Edgar Alla Poe. A partir de 1915, o poeta liderou um grupo de jovens escritores da língua portuguesa – Mário de Sá-Carneiro, Raul Leal, Luís de Montalvor, Almada-Negreiros, além do brasileiro Ronald de Carvalho, na fundação da revista “Orpheu”, publicação que defendia a renovação futurista e a liberdade de expressão. Em 1934, Pessoa ficou em segundo lugar no prêmio de poesia do Secretariado Nacional de Informações de Lisboa, com a obra “Mensagem” – seu único livro publicado em vida. Nesta obra, o poeta faz uma réplica de “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões, a partir de uma perspectiva nacionalista mística. Fernando Pessoa faleceu aos 47 anos, em sua cidade natal no dia 30 de novembro de 1935.

Poemas de Fernando Pessoa:

Sorriso Audível das Folhas

Sorriso audível das folhas Não és mais que a brisa ali Se eu te olho e tu me olhas, Quem primeiro é que sorri? O primeiro a sorrir ri. Ri e olha de repente Para fins de não olhar Para onde nas folhas sente O som do vento a passar Tudo é vento e disfarçar. Mas o olhar,...

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Chove. Há Silêncio

Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva Não faz ruído senão com sossego. Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva Do que não sabe, o sentimento é cego. Chove. Meu ser (quem sou) renego... Tão calma é a chuva que se solta no ar (Nem parece de nuvens) que parece Que...

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A Morte Chega Cedo

A morte chega cedo, Pois breve é toda vida O instante é o arremedo De uma coisa perdida. O amor foi começado, O ideal não acabou, E quem tenha alcançado Não sabe o que alcançou. E tudo isto a morte Risca por não estar certo No caderno da sorte Que Deus deixou...

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Tenho Tanto Sentimento

Tenho tanto sentimento Que é frequente persuadir-me De que sou sentimental, Mas reconheço, ao medir-me, Que tudo isso é pensamento, Que não senti afinal. Temos, todos que vivemos, Uma vida que é vivida E outra vida que é pensada, E a única vida que temos É essa que é...

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Liberdade

Ai que prazer Não cumprir um dever, Ter um livro para ler E não fazer! Ler é maçada, Estudar é nada. Sol doira Sem literatura O rio corre, bem ou mal, Sem edição original. E a brisa, essa, De tão naturalmente matinal, Como o tempo não tem pressa... Livros são papéis...

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Não Digas Nada!

Não digas nada! Nem mesmo a verdade Há tanta suavidade em nada se dizer E tudo se entender — Tudo metade De sentir e de ver... Não digas nada Deixa esquecer Talvez que amanhã Em outra paisagem Digas que foi vã Toda essa viagem Até onde quis Ser quem me agrada... Mas...

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