Victor Heringer

Poetas

Victor Doblas Heringer nasceu em 27 de março de 1988, na cidade do Rio de Janeiro.  Um dos mais premiados escritores da nova geração, publicou oito livros ao todo, sendo três de poesia. Recebeu o Prêmio Jabuti de 2013, pelo romance “Glória” e foi finalista do Prêmio Oceanos, em 2017, com a obra “O Amor dos Homens Avulsos”. Suicidou-se em 2018, prestes a completar 30 anos, próximo ao prédio que morava, no bairro de Copacabana.

Nascido no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, Victor Heringer passou a maior parte da juventude em Nova Friburgo, município da região serrana do estado do Rio de Janeiro. Formou-se em letras em 2011 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde também iniciou o mestrado no ano seguinte, concluindo-o em 2014. Foi bolsista de iniciação científica da Fundação Casa de Rui Barbosa e colunista da Revista Pessoa, chegando a trabalhou no Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro.

A obra poética de Victor Heringer, apesar de não ser a mais conhecida dentre suas publicações, caracteriza-se por uma profunda reflexão aos detalhes muitas vezes despercebidos do cotidiano. Em uma visão bem própria, utilizava cenários inventivos para descrever suas memórias e abordar questões familiares, relações afetivas e conflitos internos, em poemas que fogem das métricas e demonstram a inquietude de sua personalidade.  

Após o seu falecimento, houve um aumento no interesse por suas obras, e consequentemente um crescimento nas vendas, que levou a editora Companhia das Letras a relançar alguns de seus livros no segundo semestre de 2018.

Victor Heringer faleceu no dia 7 de março de 2018, no Rio de Janeiro.

Poemas de Victor Heringer:

Ode à Genética

De todas, a deusa mais cruel Pedicuro de Vargas, cronista bissexto, suposto filho de Ogum, irmão de Zé Pelintra, meu avô, da casta das ruas assimétricas, cujo brasão é desenhado a creiom de cera. Bigode ralo, terno branco e desgraça pouca, tudo comido pelas margens;...

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Posições Desconfortáveis

cotovelo no asfalto em cotovelo cotovela. a fila espera. estou na fila. espero também. a fila dá a volta num quarteirão inteiro que suspeito não ser um quadrado perfeito. não sei o que espero. não sei se a fila sabe. espero. não pergunto. seria ridículo, agora, depois...

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Intervalo Comercial entre duas Comédias

Sugiro que por trinta segundos você esteja alegre. faz calor, mas não importa. há um idílio, lido lento. a tevê anda desligada há muito você não se importa. há vinhedos pelo mundo, pelas terras deste mundo e os povos são todos você. há o quieto das tréguas das...

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