Alejandra Pizarnik

Alejandra Pizarnik

Alejandra Pizarnik

Poetas

Flora Pizarnik Bromiker, mais conhecida pelo pseudônimo Alejandra Pizarnik, nasceu no dia 29 de abril de 1936, em Buenos Aires, Argentina. Considerada a “última poeta maldita da América”, foi uma importante voz da literatura de seu país internacionalmente, tendo o seu nome ligado aos movimentos surrealistas.

Filha de pais de origem russo-judaica que emigraram para a Argentina de Rovene, hoje região da Eslováquia, Alejandra Pizarnik carregou ao longo da vida os traumas de vivenciar as dores de sua família, marcadas pelo Holocausto. Desde os 15 anos, escrevia textos e poemas sobre seus sentimentos em relação às guerras e perdas.

No início da década de 50, durante faculdade de Letras na Universidade de Buenos Aires, conhece Jacobo Bajarlia, seu professor de literatura, que a iniciou na leitura crítica, especialmente dos surrealistas franceses. No mesmo período, teve aulas de pintura com Juan Batlle Planas. O aprofundamento da arte abstrata aflorou seus pensamentos artísticos, que refletiram na publicação de seu primeiro livro de poemas, “La tierra más ajena”, em 1955. No entanto, insatisfeita com o resultado dessa obra, renegou a sua autoria. No ano seguinte, em 1956, publicou o segundo livro, “La última inocencia”, assinando com o pseudônimo Alejandra.

A repercussão dessa obra evidenciaram o talento de Pizarnik no país. A partir desse momento, ela passa a frequentar os círculos literários em Buenos Aires, ficando amiga dos principais nomes da época, como Jorge Luís Borges, Oliverio Girondo, Silvina Ocampo e Adolfo Bioy Casares. Em busca de aprimoramento, em 1960, a poeta deixa a Argentina e vai morar em Paris. Na Capital francesa começa a trabalhar como tradutora de obras de André Breton, Paul Éluard, Antonin Artaud, entre outros. Nessa época, ela conheceu duas figuras muito relevantes em sua vida: Julio Cortázar e o poeta mexicano Octavio Paz, que escreveu o prólogo do seu terceiro livro “Árvore de Diana” (1962).

Volta para a Argentina em 1965 para intensificar seus projetos poéticos. Publica mais dois livros: “Os Trabalhos e as Noites” (1965), “Extração da pedra da loucura” (1968). No entanto, quanto mais ela escrevia, mais se afastava do convívio social. Sua face melancólica apontava tendências suicidas a partir da morte de seu pai. Para tentar controlar suas crises depressivas, Pizarnik  tomava anfetaminas e ansiolíticos, além de se internar por diversas vezes em hospitais psiquiátricos. Em 1972, aos 36 anos, tomou uma dose excessiva de barbitúricos (50 comprimidos de Seconal) e morreu. Quase 10 anos após sua morte, foi publicado o seu último livro, “O inferno musical” (1971).

Alejandra Pizarnik faleceu no dia 25 de setembro de 1972, em Buenos Aires, na Argentina.

 

Poemas de Alejandra Pizarnik:

Sombras dos Dias por Vir

Amanhã me vestirão com cinzas à alba, me encherão a boca de flores. Aprenderei a dormir na memória de um muro, na respiração de um animal que sonha.

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Festa

Eu desdobrei minha orfandade sobre a mesa, como um mapa. Desenhei o itinerário para meu lugar ao vento. Os que chegam não me encontram. Os que espero não existem. E bebi licores furiosos para transmutar os rostos em um anjo, em copos vazios.

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Sonho

Rebentará a ilha da lembrança A vida será um ato de candura Prisão Para os dias sem retorno Manhã Os monstros do bosque destruirão a praia sobre o vidro do mistério Manhã A carta desconhecida encontrará as mãos da alma

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