Jorge Luís Borges

por ago 3, 2018Poetas0 Comentários

Jorge Francisco Isidoro Luís Borges nasceu no dia 24 de agosto de 1899, em Buenos Aires, na Argentina. Considerado um dos maiores nomes da literatura latino-americana no século XX, fez do Surrealismo o mote de suas obras. Poeta, escritor e crítico literário, ele recebeu diversos prêmios internacionais e teve seus livros traduzidos nas mais diversas línguas e publicados em todo o mundo.

Por causa de sua avó materna, que era de origem inglesa, Jorge Luís Borges aprendeu a falar inglês antes mesmo do espanhol. Por isso, teve também como influência a literatura britânica em suas obras, principalmente ao intitular suas poesias. Publicou seu primeiro livro de poemas, “Fervor de Buenos Aires”, de 1923, e fez, ao longo do tempo, diversos poemas em homenagem a outros escritores, como James Joyce, Walt Whitman e Luís de Camões.

As obras literárias de Borges são provocadoras, profundas e peculiares. De uma forma bem própria de escrita, o autor abordava temas que fugiam ao senso comum da realidade, transgredindo regras e padrões estabelecidos na época. Abordava pensamentos filosóficos, metafísicos, mitológicos e também explorava muita a teologia. Segundo o escritor J.M Coetzee disse que Borges, mais do que ninguém, conseguiu renovar a linguagem da ficção e abriu caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos.

Jorge Luís Borges faleceu aos 86 anos de idade, no dia 14 de junho de 1986, em Genebra, Suíça.

Poemas de Jorge Luís Borges:

Um Cego

Não sei qual é a cara que me mira Quando olho minha cara em um espelho; Em seu reflexo não sei quem é o velho Que me olha com cansada e muda ira. Lento na sombra, com a mão exploro As invisíveis rugas. Eis que assoma Um lampejo. Vislumbro a tua coma Que hoje é cinza...

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Labirinto

Não haverá uma porta. Já estás dentro, Mas o alcácer abarca o universo E não tem nem anverso nem reverso Nem muro externo nem secreto centro. Não penses que o rigor do teu caminho Que fatalmente se bifurca em outro, Que fatalmente se bifurca em outro, Terá fim. É de...

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Everness

Só uma coisa não há. Esta é o olvido. Deus, que salva o metal e salva a escória, Numera na profética memória As luas que serão e que hajam sido. Tudo já está. Os mil reflexos velhos Que por entre os crepúsculos do dia Teu rosto foi deixando nos espelhos E os que ainda...

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Camden, 1982

O cheiro do jornal e dos periódicos. O domingo e seus tédios. A manhã E na entrevista página essa vã Publicação de versos alegóricos De um colega feliz. O homem velho Está prostrado e branco na decente Habitação de pobre. Ociosamente Olha seu rosto no cansado espelho....

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Composição Escrita em seu Exemplar da Gesta de Beowulf

Às vezes me pergunto que razões Me movem a estudar sem esperança De precisão, enquanto a noite avança, O idioma dos ásperos saxões. No desgaste dos anos a memória Deixa cair em vão a repetida Palavra e é assim que a minha vida Tece e destece a sua exausta história....

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Poema dos Dons

Ninguém rebaixe a lágrima ou censura Esta declaração da maestria De Deus, que com magnífica ironia Me deu mil livros e uma noite escura. Desta terra de livros fez senhores A olhos sem luz, que apenas se concedem Sonhar com bibliotecas e com cores De insensatos...

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