Octavio Paz

Poetas

Octavio Irineo Paz Lozano nasceu no dia 31 de março de 1914, na Cidade do México. Poeta, ensaísta, tradutor, crítico literário e diplomata, é uma das personalidades mais famosas e influentes da cultura latino-americana no mundo. Por causa do valor de sua vasta obra, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, em 1990.

Octavio Paz publicou mais de 20 livros de poemas, além de diversos ensaios de literatura, arte, cultura e política. Vanguardista, sua obras abordam os mais variados temas em distintas fases de escrita. Começou seus primeiros versos influenciado pela lírica surrealista, mas, com o passar dos tempos, enveredou por uma poesia mais concreta, utilizando elementos da cultura européia e mexicana.

Sempre com profundas reflexões poéticas em suas obras, Paz elabora pensamentos próprios sobre memórias e histórias, amor e erotismo, contrastes entre as culturas ocidentais e orientais, além de grandes elucubrações sobre o papel do poeta e os sentidos das palavras escritas. Ativista político, o escritor também possui importantes obras humanistas, polêmicas e inquietas, sobre os valores impostos pela sociedade.

Octavio Paz faleceu no dia 19 de abril de 1998, na Cidade do México.

Poemas de Octavio Paz:

Teus Olhos

Teus olhos são a pátria do relâmpago e da lágrima, silêncio que fala, tempestades sem vento, mar sem ondas, pássaros presos, douradas feras adormecidas, topázios ímpios como a verdade, outono numa clareira de bosque onde a luz canta no ombro duma árvore e são pássaros...

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Silêncio

Assim como do fundo da música brota uma nota que enquanto vibra cresce e se adelgaça até que noutra música emudece, brota do fundo do silêncio outro silêncio, aguda torre, espada, e sobe e cresce e nos suspende e enquanto sobe caem recordações, esperanças, as pequenas...

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Certeza

Se é real a luz branca desta lâmpada, real a mão que escreve, são reais os olhos que olham o escrito? Duma palavra à outra o que digo desvanece-se. Sei que estou vivo entre dois parênteses.

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Em Uxmal

1. Templo das tartarugas Na esplanada vasta como o sol repousa e dança o sol de pedra, desnudo frente ao sol, também nu. 2. Meio-dia A luz não pestaneja, o tempo se esvazia de minutos, um pássaro se deteve no ar. 3. Mais tarde Despenha-se a luz, despertam as colunas...

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As Palavras

Girar em torno delas, virá-las pela cauda (guinchem, putas), chicoteá-las, dar-lhes açucar na boca, às renitentes, inflá-las, globos, furá-las, chupar-lhes sangue e medula, secá-las, capá-las, cobri-las, galo, galante, torcer-lhes o gasnete, cozinheiro, depená-las,...

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Destino do Poeta

Palavras? Sim, De ar e perdidas no ar. Deixa que eu me perca entre palavras, deixa que eu seja o ar entre esses lábios, um sopro erramundo sem contornos, breve aroma que no ar se desvanece. Também a luz em si mesma se perde.

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