Artur Azevedo

Poetas

Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo nasceu no dia 07 de julho de 1855, em São Luís, Maranhão. Considerado um dos principais dramaturgos do país, ele também se destacou como jornalista, contista e importante poeta da sua geração. Irmão do escritor Aluísio Azevedo, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL), onde criou a Cadeira n. 29, que tem como patrono Martins Pena. Artur Azevedo foi um dos grandes defensores da abolição da escravatura, abordando o tema por diversas vezes em artigos de jornais e em suas peças teatrais, como “O Liberato” e “A Família Salazar”.

O teatro foi a sua grande paixão e a principal razão de suas obras, porém outra atividade que Artur Azevedo se dedicou foi a poesia. Apesar de não se filiar à escola parnasiana – não quis fazer parte do grupo com Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto Oliveira – ele é considerado um os maiores representantes desse movimento poético no país, sendo influenciado pelos poetas franceses da época, como Leconte de Lisle, Coppée e Heredia.

Poeticamente, Artur Azevedo especializou-se em escrever sonetos românticos, de acordo com a tradição amorosa do estilo brasileiro. Sua obras são líricas, sentimentais e, por muitas vezes, cômicas.

Artur Azevedo faleceu em 22 de outubro de 1908, no Rio de Janeiro.

Poemas de Artur Azevedo:

Consequência

Ha cinco mezes já que estão casados. Da lua de mel os ultimos lempejos Gozam, trocando aborrecidos beijos, Numa larga poltona accommodados. Falam do tempo em que eram namorados... Tempo menos de amor que dos desejos... Separam-se, afinal e entre bocejos, Ella fuma......

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Eterna Dor

Já te esqueceram todos neste mundo... Só eu, meu doce amor, só eu me lembro, Daquela escura noite de setembro Em que da cova te deixei no fundo. Desde êsse dia um látego iracundo Açoitando-me está, membro por membro. Por isso que de ti não me deslembro, Nem com outra...

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Velha Anedota

Tertuliano, frívolo peralta, Que foi um paspalhão desde fedelho, Tipo incapaz de ouvir um bom conselho, Tipo que, morto, não faria falta; Lá um dia deixou de andar à malta, E, indo à casa do pai, honrado velho, A sós na sala, diante de um espelho, À própria imagem...

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