Federico García Lorca

por jul 27, 2018Poetas0 Comentários

Federico Garcia Lorca nasceu no dia 5 de junho de 1898, em Fuente Vaqueros, Granada, na Espanha. Considerado um dos mais importantes nomes da literatura espanhola moderna, foi poeta e dramaturgo, escrevendo diversas obras que se tornaram peças teatrais por todo o mundo. Ativista político, também usou a poesia como luta de causas e uma forma de expor repúdio aos fascistas e aos militares franquistas durante a Guerra Civil Espanhola.

A poesia de Lorca aborda, sobretudo, as manifestações populares da Andaluzia. Com muita habilidade e extrema sensibilidade, logo se tornou uma referência artística na Espanha. Homossexual assumido, travou batalhas contra a discriminação que o fez ser um poeta identificado pelas pessoas e classes oprimidas, como os mouros, os judeus, negros e ciganos, que também foram abruptamente perseguidos durante a Guerra.

Federico García Lorca faleceu em Granada, Espanha, no dia 18 de agosto de 1936, no auge de sua produção intelectual, foi fuzilado em Granada, por militantes franquistas, no início da Guerra Civil Espanhola.

Poemas de Federico García Lorca:

Menino Morto

Todas as tardes em Granada, todas as tardes morre um menino. Todas as tardes senta-se a água para falar com seus amigos. Os mortos têm asas de musgo. O vento enevoado e o vento límpido, são dois faisões voando entre as torres e o dia é um moço ferido. Não restava no...

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Este é o Prólogo

Deixaria neste livro toda minha alma. Este livro que viu as paisagens comigo e viveu horas santas. Que compaixão dos livros que nos enchem as mãos de rosas e de estrelas e lentamente passam! Que tristeza tão funda é mirar os retábulos de dores e de penas que um...

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Canção Tonta

Mama. Eu quero ser de prata. Filho, Terás muito frio. Mama. Eu quero ser de água. Filho, Terás muito frio. Mama. Borda-me em teu travesseiro. Isso sim! Agora mesmo!

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O Poeta pede a seu Amor que lhe Escreva

Amor de minhas entranhas, morte viva, em vão espero tua palavra escrita e penso, com a flor que se murcha, que se vivo sem mim quero perder-te. O ar é imortal. A pedra inerte nem conhece a sombra nem a evita. Coração interior não necessita o mel gelado que a lua...

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Se as minhas Mãos pudessem Desfolhar

Eu pronuncio teu nome nas noites escuras, quando vêm os astros beber na lua e dormem nas ramagens das frondes ocultas. E eu me sinto oco de paixão e de música. Louco relógio que canta mortas horas antigas. Eu pronuncio teu nome, nesta noite escura, e teu nome me soa...

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Chagas de Amor

Esta luz, este fogo que devora. Esta paisagem gris que me rodeia. Esta dor por uma só ideia Esta angústia de céu, mundo e hora. Este pranto de sangue que decora lira já sem pulso, lúbrica teia. Este peso do mar que me golpeia Esta lacraia que em meu peito mora. São...

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