Gilberto Mendonça Teles

por abr 5, 2019Poetas0 Comentários

Gilberto Mendonça Teles nasceu no dia 30 de junho de 1931, na cidade de Bela Vista, em Goiás. Professor, ensaísta e crítico literário, é um dos mais reconhecidos e premiados poetas da atualidade, tendo feito diversos estudos sobre o modernismo e a vanguarda na poesia. Foi eleito o “Intelectual do Ano”, em 2002, ao receber o Prêmio Juca Pato.

Atualmente, Gilberto Mendonça Teles é um dos poetas brasileiros mais conhecidos no mundo, principalmente na Europa, tendo os seus livros escrito em diversas línguas. Porém, apesar de ser considerado um dos maiores estudiosos sobre as ideias vanguardistas da literatura brasileira, as suas obras poéticas não seguem essa tendência. Na poesia de Teles, nota-se a existência de dois tipos de vanguarda: uma natural, que provém do experimentalismo tradicional, e outra provocada, que, como os seus manifestos, procura destruir a tradição.

Desde 11 de março de 1962, Gilberto é o ocupante da cadeira de número 11 da Academia Goiana de Letras, que fora originalmente destinada ao “Príncipe da Poesia Goiana”, Leo Lynce. Por coincidência, o próprio Gilberto Mendonça Teles foi eleito como atual “Príncipe dos Poetas Goianos”.

Recebeu, pelo conjunto de sua obra, o prêmio Machado de Assis de 1989, considerado o maior prêmio literário do Brasil, pela Academia Brasileira de Letras. Foi o escritor homenageado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em 2005. Em 2011, venceu o “Prêmio Jabuti”.

 

Poemas de Gilberto Mendonça Teles:

Tecido

O texto tem sua face de avesso na superfície: é dia e noite, sintaxe do que se pensa, ou se disse. Tudo no texto é disfarce, ritual de voz e artifício, como se tudo falasse por si mesmo, na planície. Seja por dentro ou por fora, seja de lado ou durante, o texto é...

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Paixão

— Quanto dura uma paixão? Uma paixão não dura nada, apenas a eternidade simples de um sorriso que, por ser belo, e possuir antenas capta constantemente o paraíso. Uma paixão é sempre um peixe grande, uma alegria que se torna amarga quando se perde a noite e, na manhã...

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Caminhos

Se caminhamos juntos,se juntos dividimos,quem sabe da renúnciaque nos vai conduzindo? Quem sabe dos intentostão distantes, tão próximos,que amamos em silênciocomo um segredo nosso? Quem sabe do caminho,se tudo é tão noturnoe o sonho é como um sinoalém, além do...

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