Luis Fernando Verissimo

por maio 25, 2019Poetas0 Comentários

Luis Fernando Verissimo nasceu no dia 26 de setembro de 1936, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Filho do escritor Érico Verissimo, é um dos mais conhecidos autores brasileiros contemporâneos. Com mais de 60 títulos publicados – principalmente contos, crônicas e romances – possui uma única obra poética, intitulada “Poesia numa hora dessas?!”, lançado em 2002.

Por causa dos afazeres de seu pai, que era professor da Universidade da Califórnia, Luis Fernando Verissimo viveu parte de sua infância e adolescência nos Estados Unidos. Apesar de ser filho de um dos maiores escritores da literatura nacional, Luis Fernando “demorou” a começar a escrever, tendo publicado o primeiro livro somente aos 37 anos.

Sua primeira obra, “O Popular”, com o subtítulo “crônicas, ou coisa parecida”, lançado em 1973, era uma coletânea de textos já veiculados na imprensa, o que seria o formato da grande maioria de suas publicações até hoje. A boa crítica de seu primeiro livro contribuiu para a sua maior dedicação à literatura, Em 1981, com o livro “O Analista de Bagé”, Luis Fernando Verissimo tornou-se sucesso de vendas em todo o país.

Em relação à poesia, no ano de 2002, Luis Fernando Verissimo publica “Poesia numa hora dessas?”, livro que reúne, ao longo de 20 anos, o acervo pessoal do escritor e que guardava algumas obras consideradas preciosidades (poemas, tiras e desenhos publicados em jornais e revistas). Dentre os temas mais abordados, aos poemas apresentam reflexões sobre a vida, reencarnação à morte, passando por tipos singulares do cotidiano, em que Verissimo traduz em lirismo, humor e ironia, a rotina das pessoas.

Ao todo, estima-se que Luis Fernando Verissimo tenha vendido mais de 5 milhões de exemplares de seus livros.  Dentre diversos prêmios na carreira, destacam-se o “Prêmio Juca Pato”, em 1996, e o “Prêmio Jabuti de Literatura”, na categoria ficção, em 2017.

Poemas de Luis Fernando Verissimo:

Único Animal

O homem é o único animal... ...que ri...que chora...que chora de rir...que passa por outro e finge que não vê...que fala mais do que papagaio...que está sempre no cio...que passa trote...que passa calote...que mata a distância...que manda matar...que esfola os outros...

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Perplexidade

Então vamos: um mistério de cada vez. Perplexidade ante perplexidade. Calma. Devagarinho. Como quem abre o estojo do mundocom um aramezinho. Chegaremos auma revelaçãosobre o nosso último destino- talvez a tempo de desativaro pino.E seja ela Deusou um conglomeradojá me...

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Tu e Eu

Somos diferentes, tu e eu.Tens forma e graçae a sabedoria de só saber cresceraté dar pé.Eu não sei onde quero chegare só sirvo para uma coisa- que não sei qual é!És de outra pipae eu de um cripto.Tu, lipaEu, calipto. Gostas de um som tempestaderoque lenhamuito...

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A Invenção do O

A Invenção do o Na era da pedra lascadada língua faladaantes de inventarem a letraque imitava a luaas palavras diziam nadae nada levava a nada(aliás, nem precisava rua).A frase ficava estáticade maneira majestáticaa grandes falas presumíveispermaneciam indizíveis-...

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Que este Amor não me Cegue nem me Siga

Que esteamor não me cegue nem me siga.E de mim mesma nunca se aperceba.Que me exclua de estar sendo perseguidaE do tormentoDe só por ele me saber estar sendo.Que o olhar não se perca nas tulipasPois formas tão perfeitas de belezaVêm do fulgor das trevas.E o meu Senhor...

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