Armindo Trevisan

por maio 16, 2019Poetas0 Comentários

Armindo Trevisan nasceu no dia 06 de setembro de 1933, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Um dos principais poetas brasileiros da segunda metade do século XX, foi escolhido patrono da 47ª Feira do Livro de Porto Alegre. Possui poemas e ensaios traduzidos em alemão, italiano, espanhol e inglês.

A obra literária de Armindo Trevisan faz uso de um vocabulário culto, clássico, e incomum, sendo considerado “difícil” e pouco acessível aos leitores. No entanto, apesar disso, o poeta busca sempre a concisão dos raciocínios de forma contemporânea, trazendo estéticas modernas, semelhantes a alguns conceitos de Ezra Pound. Mesmo que não nunca chegasse a aderir à vanguarda concretista, essa forma poética lhe faz ser comumente classificado como um representante desse movimento.

Os diversos recursos utilizados por Trevisan em seus poemas elevam profundas reflexões existenciais sobre a condição humana, numa luta estóica da alma contra o corpo e vice-versa. Trouxe à tona temas erótico-amorosos, colocando figuras divinas às ações, como se fôssemos um mero brinquedo das vontades de Deus.

Recebeu diversos prêmios na carreira, dentre eles: Prêmio Nacional de Poesia Gonçalves Dias, da União Brasileira de Escrito­res, de 1964 (em cuja comissão julgadora se incluíam Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Cassiano Ricardo) pelo livro inédito “A surpresa de ser”; Prêmio Nacional de Brasília, para poesia inédita, pelo original “O abajur de Píndaro”, em 1972; Prêmio APLUB de Literatura pelo livro “A dança do fogo”, em 1997.

Poemas de Armindo Trevisan:

Ensinando um Jovem a Ler Poesia

Da coisa ao enigma,do enigma ao poema,do poema à clareza: - se a leitura não se atémà regra tão consabida,o poema acabanum beco sem saída. Poesia élucidez enternecida.

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Embora a tua Carne

Embora tua carne seja a mesma:quem põe no teu braseiro outro carvão,e irrita a flama que se torna azulpara variar de língua e de bailado?Quem faz girar o teu robolo, e afiaa lâmina que não te deixa fria?

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Quiseram Hospedar-se

Quiseram hospedar-se no silêncio,que embriaga o amor depois que os corpos lassosderramam o perfume de seu vinhos. Mas não puderam. Triste e sozinhos,falaram de si mesmos como ausentes.

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