Manuel António Pina

por jun 3, 2019Poetas0 Comentários

Manuel António Pina nasceu no dia 18 de novembro de 1943, em Sabugal, Portugal. Considerado uma das mais originais vozes da poesia portuguesa pós-pessoana, na segunda metade do século XX, tem diversos livros adaptados ao cinema e televisão. Pelo conjunto da obra, venceu o Prêmio Camões de literatura, em 2011.

Influenciado por poetas como T.S Eliot e Jorge Luis Borges, criou uma peculiar “brincadeira filosófica” com as palavras, para definir conceitos e interpretações aos seus poemas. A grande utilização de trocadilhos cria um verdadeiro jogo de imaginação, incitando ao leitor a mais intríseca capacidade criativa, exploração do senso crítico e desconstrução, principalmente em relação à fragmentação do “eu”.

Embora o seus poemas sejam o carro-chefe de sua produção literária, Manuel António Pina também dedicou-se a escrever outros gêneros, como crônicas, ficção e ensaios, além de textos para o público infanto-juvenil.

Conceituado em Portugal, Manuel António Pina também conseguiu muito sucesso em outros países, tendo sua obra difundida na mais diversas línguas. A maioria dos seus livros foram traduzidos e publicados na França, Estados Unidos, Espanha, Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Rússia, Croácia e Bulgária.

Manuel António Pina faleceu no dia 19 de Outubro de 2012, na cidade do Porto, em Portugal.

Poemas de Manuel António Pina:

O Grito

Não valia a pena esperar, ninguém viriaque nos segurasse a cabeça e nos pegasse nas mãos,estávamos sós e essa solidão éramos nós; e era indiferente sabê-lo ou não,ou gritar (ou acreditar), porque ninguém ouvia:o grito era a própria indiferença. Presente, apenas...

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Os Livros

É então isto um livro,este, como dizer?, murmúrio,este rosto virado para dentro dealguma coisa escura que ainda não existeque, se uma mão subitamenteinocente a toca,se abre desamparadamentecomo uma bocafalando com a nossa voz?É isto um livro,esta espécie de coração (o...

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O Regresso

Como quem, vindo de países distantes fora desi, chega finalmente aonde sempre estevee encontra tudo no seu lugar,o passado no passado, o presente no presente,assim chega o viajante à tardia idadeem que se confundem ele e o caminho. Entra então pela primeira vez na sua...

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