W. H. Auden

por dez 5, 2018Poetas0 Comentários

Wystan Hugh Auden, mais conhecido pela assinatura W. H. Auden, nasceu a 21 de fevereiro de 1907, em Iorque, Reino Unido. Um dos poetas mais importantes da literatura inglesa no século XX, recebeu o Prêmio Pulitzer de Poesia, em 1948. Por suas posições ideológicas e poemas sociais que denunciavam os males do sistema capitalista e a ascensão dos regimes totalitaristas no mundo, é visto como voz política dos intelectuais de esquerda.

W. H. Auden cresceu em Birmingham e foi educado na Escola Gresham e na Christ Church, em Oxford. Nesse período, ele fez várias amizades e se tornou líder de um grupo, apelidado de “gangue”, formado por Stephen Spender, Louis MacNeice e Cecil Day-Lewis (pai do ator Daniel Day-Lewis). Seus primeiros poemas, escritos no final de 1920, tinham características modernas de telegráficos, mas também fazia versos mais tradicionais, abordando temas dramáticos. Em 1930, quando T. S. Eliot publicou a primeira coletânea do poeta, Auden passou a ser reconhecido como porta-voz de sua geração. 

Em 1939, Auden mudou-se para os Estados Unidos, onde se tornou cidadão americano, em 1946. Nessa época, o poeta passou a explorar temas religiosos e éticos de forma menos dramática, mas ainda combinando a escrita tradicional com novos estilos de expressão. Nas décadas de 1950 e 1960, interessou-se por escritos em libretos de ópera, uma forma ideal que ele encontrou para expor os seus sentimentos mais fortes, inclusive em relação à sua homossexualidade. 

W. H. Auden morreu aos 66 anos, no dia 29 de setembro de 1973, em Viena, Áustria.

Poemas de W. H. Auden:

Diz-me a Verdade acerca do Amor

Há quem diga que o amor é um rapazinho, E quem diga que ele é um pássaro; Há quem diga que faz o mundo girar, E quem diga que é um absurdo, E quando perguntei ao meu vizinho, Que tinha ar de quem sabia, A sua mulher zangou-se mesmo muito, E disse que isso não servia...

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Ah, o que é aquele Barulho

Ah, o que é aquele barulho Ah, o que é aquele barulho que vibra no ouvidos Lá em baixo no vale, a rufar, a rufar? São apenas os soldados escarlates, amor, Os soldados que chegam. Ah, o que é aquela luz que vejo tão cintilante e intensa Lá ao longe, brilhante,...

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Funeral Blues

Parem todos os relógios, desliguem o telefone, Evitem o latido do cão com um osso suculento, Silenciem os pianos e com tambores lentos Tragam o caixão, deixem que o luto chore. Deixem que os aviões voem em círculos altos Riscando no céu a mensagem: Ele Está Morto,...

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Adolescência

Da figura materna uma vez lembrado pelos arredores, Os cumes que ele recorda ficam maiores e maiores: Com as mais finas penas de desenhar mapas ele se põe ternamente a traçar Todos os nomes de família, cada qual em seu local familiar. Vagando por uma campina verde,...

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Acalanto

Repousa a fronte, meu amor, Humana em meu braço descrente; Que o tempo e as febres crestem, varram Toda a beleza individual Das crianças ora pensativas, Porquanto o túmulo revela O quanto a criança é passageira: Mas que em meus braços se demore, Até que o dia se...

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A Carta

Desde a primeira descida a um novo Vale, com um franzir de sobrolhos Por causa do sol e dos extravios, Nele ficas, por certo: hoje ouvi o Grito de um pássaro inopinado Contra a tempestade, eu agachado Atrás de um redil de carneiros; vi O arco do ano completar-se e aí...

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  • William Butler Yeats
  • Wallace Stevens

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  1. Bruno Tolentino » Recanto do Poeta - […] décadas residindo em países como Inglaterra, Bélgica, Itália e França. Sucedeu o poeta e amigo W. H. Auden na…

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