António Ramos Rosa

António Ramos Rosa

António Ramos Rosa

Poetas

António Vítor Ramos Rosa nasceu a 17 de outubro de 1924, em Faro, Portugal. Com mais de 50 obras publicadas, é considerado um dos mais importantes e influentes poetas do século XX em seu país ao desenvolver uma importante atividade nos domínios da teorização e da criação poética. Foi militante do MUD (Movimento de União Democrática), de oposição ao regime salazarista, chegando a ser preso.

António Ramos Rosa ganha destaque no meio literário português no início da década de 50, ao fundar e fazer parte de revistas importantes, principalmente a  “Árvore”, que ele organizou juntos com outros poetas da época, como António Luís Moita, José Terra, Luís Amaro e Raul de Carvalho, e que apresentava poemas de legado surrealista, primando uma postura de isenção aos feixes estéticos que atravessavam a época e apontando uma evolução da poesia neorrealista.

Em 1958, Ramos Rosa publicou o seu primeiro livro, “O Grito Claro” , onde apresentava suas convicções sobre a poesia não como um fruto de uma aventura verbal, mas uma constante inquirição do que na palavra é a dimensão do ser. Em linhas gerais, a poesia de Antonio Ramos Rosa é caracterizada por uma linhagem de um lirismo depurado, exigente, atento ao poder da palavra no conhecimento ou na fundação de um real dificilmente dizível ou inteligível.

António Ramos Rosa recebeu, entre outros, o prêmio Fernando Pessoa, em 1988; o prêmio PEN Clube Português e o Grande Prêmio de Poesia Associação Portuguesa de Escritores/CTT – Correios de Portugal, em 2006, pela obra Gênese (2005); e o prêmio Luís Miguel Nava (2006) pelas obras de poesia publicadas no ano anterior: “Gênese e Constelações”.

António Ramos Rosa faleceu a 23 de setembro de 2013, em Lisboa, Portugal.

Poemas de António Ramos Rosa:

A Festa do Silêncio

Escuto na palavra a festa do silêncio. Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se. As coisas vacilam tão próximas de si mesmas. Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas. É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma. Uma criança brinca nas dunas, o tempo...

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Estar Só é Estar no Íntimo do Mundo

Por vezes cada objeto se ilumina do que no passar é pausa íntima entre sons minuciosos que inclinam a atenção para uma cavidade mínima E estar assim tão breve e tão profundo como no silêncio de uma planta é estar no fundo do tempo ou no seu ápice ou na alvura de um...

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Não Posso Adiar o Amor

Não posso adiar o amor para outro século não posso ainda que o grito sufoque na garganta ainda que o ódio estale e crepite e arda sob montanhas cinzentas e montanhas cinzentas Não posso adiar este abraço que é uma arma de dois gumes amor e ódio Não posso adiar ainda...

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