Eugénio de Andrade

por jul 23, 2019Poetas0 Comentários

José Fontinhas, mais conhecido pelo pseudônimo Eugénio de Andrade, nasceu no dia 19 de janeiro de 1923, em Fundão, Póvoa de Atalaia, Portugal. É considerado um dos mais importantes poetas portugueses do século XX. Entre as dezenas de obras publicadas encontram-se poesias, contos, livros infantis e traduções de autores como Federico García Lorca e Jorge Luís Borges. Dono de diversas honrarias, recebeu o Prêmio Camões de Literatura, em 2001.

Devido à separação dos seus pais, aos 10 anos, Eugénio de Andrade sai de sua cidade natal e muda-se para Lisboa. Na capital, em 1936 passou a escrever os seus primeiros versos. Em 1938 enviou alguns desses poemas a António Botto, um dos seus poetas preferidos na época. Botto gostou tanto do que leu, que o quis conhecer. Incentivado pelo mestre, Eugénio, ainda como José Fontinhas, publicou o seu primeiro livro, intitulado “Narciso”, em 1940.

Dono de uma poesia lírica A sua consagração acontece em 1948, com a publicação de “As mãos e os Frutos”, que mereceu os aplausos de críticos como Jorge de Sena e Vitorino Nemésio. A obra poética de Eugénio de Andrade é considerada por José Saramago como “uma poesia do corpo a que se chega mediante uma depuração contínua”.

Dentre as suas principais obras poéticas destacam-se: Os amantes sem dinheiro (1950), As palavras interditas (1951), Escrita da Terra (1974), Matéria Solar (1980), Rente ao dizer (1992), Ofício da paciência (1994), O sal da língua (1995) e Os lugares do lume (1998).

Eugénio de Andrade faleceu a 13 de Junho de 2005, no Porto, Portugal.

Poemas de Eugénio de Andrade:

Havia uma Palavra

Haviauma palavrano escuro.Minúscula.Ignorada.Martelava no escuro.Martelavano chão da água.Do fundo do tempo,martelava.contra o muro.Uma palavra.No escuro.Que me chamava.de Matéria Solar

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Passamos Pelas Coisas Sem as Ver

Passamos pelas coisas sem as ver, gastos, como animais envelhecidos: se alguém chama por nós não respondemos, se alguém nos pede amor não estremecemos, como frutos de sombra sem sabor, vamos caindo ao chão, apodrecidos.

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É Urgente o Amor

É urgente o amor.É urgente um barco no mar. É urgente destruir certas palavras,ódio, solidão e crueldade,alguns lamentos,muitas espadas. É urgente inventar alegria,multiplicar os beijos, as searas,é urgente descobrir rosas e riose manhãs claras. Cai o silêncio nos...

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