Eugénio de Andrade

Poetas

José Fontinhas, mais conhecido pelo pseudônimo Eugénio de Andrade, nasceu no dia 19 de janeiro de 1923, em Fundão, Póvoa de Atalaia, Portugal. É considerado um dos mais importantes poetas portugueses do século XX. Entre as dezenas de obras publicadas encontram-se poesias, contos, livros infantis e traduções de autores como Federico García Lorca e Jorge Luís Borges. Dono de diversas honrarias, recebeu o Prêmio Camões de Literatura, em 2001.

Devido à separação dos seus pais, aos 10 anos, Eugénio de Andrade sai de sua cidade natal e muda-se para Lisboa. Na capital, em 1936 passou a escrever os seus primeiros versos. Em 1938 enviou alguns desses poemas a António Botto, um dos seus poetas preferidos na época. Botto gostou tanto do que leu, que o quis conhecer. Incentivado pelo mestre, Eugénio, ainda como José Fontinhas, publicou o seu primeiro livro, intitulado “Narciso”, em 1940.

Dono de uma poesia lírica A sua consagração acontece em 1948, com a publicação de “As mãos e os Frutos”, que mereceu os aplausos de críticos como Jorge de Sena e Vitorino Nemésio. A obra poética de Eugénio de Andrade é considerada por José Saramago como “uma poesia do corpo a que se chega mediante uma depuração contínua”.

Dentre as suas principais obras poéticas destacam-se: Os amantes sem dinheiro (1950), As palavras interditas (1951), Escrita da Terra (1974), Matéria Solar (1980), Rente ao dizer (1992), Ofício da paciência (1994), O sal da língua (1995) e Os lugares do lume (1998).

Eugénio de Andrade faleceu a 13 de Junho de 2005, no Porto, Portugal.

Poemas de Eugénio de Andrade:

Havia uma Palavra

Haviauma palavrano escuro.Minúscula.Ignorada.Martelava no escuro.Martelavano chão da água.Do fundo do tempo,martelava.contra o muro.Uma palavra.No escuro.Que me chamava.de Matéria Solar

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Passamos Pelas Coisas Sem as Ver

Passamos pelas coisas sem as ver, gastos, como animais envelhecidos: se alguém chama por nós não respondemos, se alguém nos pede amor não estremecemos, como frutos de sombra sem sabor, vamos caindo ao chão, apodrecidos.

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É Urgente o Amor

É urgente o amor.É urgente um barco no mar. É urgente destruir certas palavras,ódio, solidão e crueldade,alguns lamentos,muitas espadas. É urgente inventar alegria,multiplicar os beijos, as searas,é urgente descobrir rosas e riose manhãs claras. Cai o silêncio nos...

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