Bernardo Guimarães

por jun 4, 2019Poetas0 Comentários

Bernardo Joaquim da Silva Guimarães nasceu a 15 de agosto de 1825, em Ouro Preto, Minas Gerais. Considerado um dos grandes nomes do Romantismo brasileiro na Literatura, também foi precursor da poesia surrealista no país. Patrono da Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Letras (ABL), tem como obra-prima o clássico “A Escrava Isaura”, publicado em 1875.

Apesar de ser mais conhecido por escrever romances e prosas, Bernardo Guimarães foi um dos responsáveis por dar uma nova cara à poesia brasileira. No ano 1845, ao lado dos amigos Álvares de Azevedo e Aureliano Lessa, fundou a “Sociedade Epicuréia”, inspirada na filosofia hedonista de Epicuro e influenciada pelas obras dos poeta inglês Lord Byron.

Em pouco tempo, os três amigos passaram a representar a juventude rebelde da época. Eram universitários boêmios que escandalizava as tradicionais famílias paulistanas ao promover orgias nas necrópoles da cidade, ao mesmo tempo que consolidavam os seus talentos como escritores na produção literária estudantil.

Do trio, Bernardo Guimarães ficou conhecido por ter introduzido o “bestialógico” (ou pantagruélico), uma forma de expressão poética cujos os versos não tinham nenhuma necessidade de sentido, embora bem metrificados e, até certo ponto, melódicos. Esse estilo é considerado a base pré-surrealistas da poesia brasileira.

Usando do burlesco, o satírico e o nonsense, a maior parte da obra poética de Bernardo Guimarães não foi publicada por ser considerada pornográfica. Com isso, os seus poemas mais conhecidos abordam temáticas regionais e questões sociais (escravidão, por exemplo), além de fábulas e lendas.

Bernardo Guimarães faleceu no dia 10 de março de 1884, em Ouro Preto, Minas Gerais.

Poemas de Bernardo Guimarães:

Hino à Preguiça

...Viridi projectus in antro...VIRGÍLIO   Meiga Preguiça, velha amiga minha,Recebe-me em teus braços,E para o quente, conchegado leitoVem dirigir meus passos. Ou, se te apraz, na rede sonolenta,À sombra do arvoredo,Vamos dormir ao som d'água, que jorraDo próximo...

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Eu Vi Dois Pólos

Eu vi dos pólos o gigante aladoSobre um montão de pálidos coriscos,Sem fazer caso dos bulcões ariscosDevorando em silêncio a mão do fado. Cinco fatias de tufão gelado,Figuravam na mesa entre os petiscos,Envolto em crepe de fatais rabiscoCampeava o sofisma...

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Se Eu de Ti Me Esquecer

Se eu de ti me esquecer, nem mais um risoPossão meus tristes labios desprender;Para sempre absondone-me a esperança, Se eu de ti me esquecer. Neguem-me auras o ar, neguem-me os bosquesSombra amiga, em que possa adormecer,Não tenhão para mim murmúrio as agoas, Se eu de...

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