Sérgio Vaz

por out 10, 2018Poetas0 Comentários

Sérgio Vaz nasceu no dia 26 de junho de 1964, em Ladainha, interior de Minas Gerais. Conhecido como o “Poeta da Periferia”, é atualmente um dos escritores mais reconhecidos da poesia nacional. Ativista político e social, no ano 2000 fundou a Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa), movimento que transformou um bar da periferia da zona sul de São Paulo em um centro de artes e literatura. Foi escolhido pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009. Por seus feitos, Sérgio Vaz recebeu diversas honrarias, como o “Prêmio Unicef” (2007), “Orilaxé” (2010), “Trip Transformadores” (2011), “Governador de São Paulo” – nas categorias Inclusão Cultural e Destaque Cutural (2011) – e o “Heróis invisíveis” (2011).

Apesar de sua origem mineira, Sérgio Vaz passou a maior parte da vida em São Paulo. Aos 5 anos, ele foi morar em São Paulo junto com a família. Vivendo em Taboão da Serra, município localizado na Região Metropolitana, ele passou a frequentar os becos da cidade, observando as raízes culturais, hábitos e costumes das pessoas. Através da poesia, desenvolveu uma extensão própria para atingir o público dessas periferias, combater as desigualdades sociais e valorizar a cultura e os movimentos artísticos existentes nesses locais.

Em 2007, Sérgio Vaz foi o responsável por criar a Semana de Arte Moderna da Periferia, inspirada na Semana de Arte Moderna de 1922.  Idealizou outros eventos, como a “Chuva de Livros”; o “Poesia no Ar” e o “A joelhaço”, em que homens se ajoelham na rua para pedir perdão às mulheres no Dia Internacional da Mulher. É autor do Projeto “Poesia Contra a Violência”, que percorre as escolas da periferia incentivando a leitura e criação poética como instrumento de arte e cidadania.

Em relação às suas obras literárias, os seus 5 primeiros livros foram edições independentes: “Subindo a ladeira mora a noite” (1988), “A margem do vento” (1991), “Pensamentos vadios” (1994), “A poesia dos deuses inferiores” (2005) e “Cooperifa – Antropologia Periférica” (2008). Só veio a publicar por uma editora no ano de 2007, quando a Global lançou “Colecionador de Pedras”. Depois ainda vieram “Literatura, pão e poesia” e “Flores de Alvenaria”. Atualmente, o autor mantém a página “Poeta Sérgio Vaz”, no Facebook, com mais de 350 mil seguidores.

Poemas de Sérgio Vaz:

Enquadro Poético

Escrevo porque ouço vozes, umas gritam de coragem outras de medo, e todas elas agitam em silêncio o meu coração. Nada a ver com gramática, estética, ética ou métrica, escrevo porque em mim a palavra é fio desencapado é elétrica. A Polícia acadêmica quando enquadra,...

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A Liberdade Custa Caro

Outro dia na rua -E aí poeta, firmeza total? -Firmeza rapaz, na paz? -Ah, mano, correndo feito louco. -É isso mesmo. -Pra falar bem a verdade, tô pensando em entrar pro crime. -O que? Tá louco? -Pô, trabalho pra caraí e tô sempre duro. -Nada a ver, não a sua cara......

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A Vida É Loka

Esses dias tinha um moleque na quebrada com uma arma de quase 400 páginas na mão. Umas minas cheirando prosa, uns acendendo poesia. Um cara sem Nike no pé indo para o trampo com o zóio vermelho de tanto ler no ônibus. Uns tiozinhos e umas tiazinhas no sarau enchendo a...

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Anjo Torto

Ao longo do tempo Tenho descoberto em você A vontade de viver. Soprado aos seus ouvidos Todas as minhas verdades. Devorado cada momento Com fome de liberdade. Troquei minhas raízes Por duas asas invisíveis, E tenho voado ao seu redor Como um anjo irresponsável Não...

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Canto das Negras Lágrimas

Afundei o navio negreiro do meu coração Não me sinto escravo de nada, sei nadar, Mas ele ainda singra na memória Como o sangue derramado no mar. De além-mar ao sul do Gabão A dor que se vê na pele, vai te afogar E ainda que falte ar à história Uma rima me faz...

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Pedrada no sistema de hoje: Um Sonho

Ontem eu sonhei o teu sonho. Sonhei que os soldados, cantando e dançando, libertando-se de todo mal, surgiam de todos os lugares para velar o funeral de todo arsenal das ogivas nucleares. No sonho, os homens não eram escravos nem de si, nem dos outros, tampouco das...

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