Haroldo de Campos

Poetas

Haroldo Eurico Browne de Campos nasceu no dia São 19 de agosto de 1929, em São Paulo. Com mais de 30 livros publicados, ao lado de seu irmão Augusto de Campos e do amigo Décio Pignatari, idealizou o movimento da poesia concreta no país. Além da obra poética, também fomentou um novo conceito de tradução literária no Brasil. Venceu 5 vezes o “Prêmio Jabuti” (1991, 1993, 1994, 1999 e 2002), além do “Prêmio Octavio Paz de Poesía e Ensaio”, no México, em 1999. Sua biografia foi incluída na Enciclopédia Britânica, em 1997.

Haroldo, desde cedo, estabeleceu contato com intelectuais e grandes artistas estrangeiros da época. Estudando no tradicional Colégio São Bento, em São Paulo, aprendeu diversos idiomas, como latim, inglês, espanhol e francês. Ainda jovem, passou a viajar pelo mundo para participar de simpósios, conferências, debates e mesas-redondas.

Com essa bagagem internacional, aos 20 anos, em 1949, lançou o seu primeiro livro de poemas, intitulado “O Auto do Possesso”, quando participava de um grupo de poetas, denominado “Clube de Poesia”. Por questões ideológicas, Haroldo e Augusto de Campos rompem com o Clube de Poesia e fundam, a partir de 1952, o grupo “Noigandres”, passando a publicar poemas que divergiam do conservadorismo dos poetas da “Geração de 45”.

Nos anos seguintes, os Noigandres defenderam teses que levariam, em 1956, a organizar a primeira Exposição Nacional de Arte Concreta, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Considerado o mais barroco dos concretistas, Haroldo de Campos teve como base de sua obra poética a ligação aos motes do movimento até o ano de 1963, quando inaugura um trajeto particular, centrando suas atenções no projeto do livro-poema “Galáxias”.

Como tradutor, verteu para o português obras de autores clássicos como, Dante, Johann Goethe e Vladimir Maiakóvski.

Haroldo de Campos faleceu no dia agosto de 2003 em São Paulo. Pouco antes de sua morte, publicou sua transcriação em português da “Ilíada”, de Homero.

Poemas de Haroldo de Campos:

Gênese I [fragmento]

No começar Deus criandoO fogoágua e a terra E a terra era lodo torvoE a treva sobre o rosto do abismoE o sopro-Deus Revoa sobre o rosto da água E Deus disse seja luzE foi luz E Deus viu que a luz era boaE Deus dividiu Entre a luz e a treva E Deus chamou à luz diae à...

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O Instante

o instanteé pluma seu hologramaradia estável como quem olha pelo cristaldo tempo feixe fixode luz (já não se vê se o olho deixa sua seteira) prisma o solchovede um tetozenital elipse: um estilo de persianas

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Circum-lóquio

(pur troppo non allegro) sobre o neoliberalismo terceiro-mundista laisser faire laisser passer  1. o neoliberalneolibera:de tanto neoliberaro neoliberalneolibera-se de neoliberartudo aquilo que não seja neo /(leo) libérrimo:o livre quinhão do leãoneolibera a corvéia...

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