Henri Michaux

Henri Michaux

Henri Michaux

Poetas

Henri Michaux nasceu no dia 24 de maio de 1899, em Namur, na Bélgica.  Um dos mais importantes artistas da expressão francesa de sua geração, aprofundou como poucos a reflexão do “eu interior”, do sofrimento humano inconsciente, além das interpretações dos sonhos e fantasias afloradas por suas experiências com drogas. Sua obras inspiraram grandes nomes da vanguardas literárias, como André Gide e do seu grande amigo Octavio Paz.

Filho de uma família católica, Michaux pretendia se tornar padre. Porém, após brigas com seu pai e algumas desilusões religiosas, iniciou contra sua vontade a estudar medicina na Universidade de Bruxelas. A personalidade rebelde, no entanto, aflorava a cada ano na vida do artista e, no início da década de 20, resolveu desbravar o mundo, viajando pelas Américas do Norte e do Sul como fogueiro de um navio da marinha mercante francesa.

Neste período o gosto de Michaux pela literatura ganha maiores dimensões, principalmente influenciado pelos poemas de Conde de Lautréamont. Em 1922 publica “Cas de folie circulaire” , um primeiro texto, mas que daria uma ideia do seu estilo como poeta.

Após esse tempo, Michaux muda-se para Paris, onde começa a pintar, inspirado pelos trabalhos de Paul Klee, Max Ernst, Giorgio De Chirico e Salvador Dalí. Seus quadros ganharam tanto destaque na França que ele passou a ter mais fama como pintor do que como escritor. Encorajado por Jean Paulhan e Jules Superville, a veia literária sempre manteve-se pulsante e, em 1926, publicou os seus escritos em publicações de vanguarda, tais como Commerce e Bifur.

Como escritor, Michaux só adquiriu fama realmente nos anos 40. A obra poética de Michaux destaca uma revolta inspirada pela hostilidade que ressente do mundo e pela opacidade que tem para ele o Universo. Em meio a uma rutura com o tempo e o espaço, criou cenários fantasmagóricos, muitos deles inventados sob o efeito do alucinógenos, os seres humanos adquirem um aspeto foliforme em extensos movimentos ideográficos. Já consagrado, em 1955, Michaux obteve a nacionalidade francesa.

Henri Michaux faleceu no dia 18 de outubro de 1984, em Paris na França.

Poemas de Henri Michaux:

Onde pousar a Cabeça?

Um céu um céu porque já não existe a terra, sem uma asa, sem penugem, sem uma pena de pássaro, sem névoa estritamente, unicamente céu um céu porque já não existe a terra O horror, o desespero, depois da explosão de grisu na cabeça depois de não haver mais nada, depois...

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Através de Mares e Desertos

Eficaz como o coito com uma virgem Eficaz Eficaz como a ausência de poços no deserto Eficaz é minha ação Eficaz Eficaz como o traidor que se mantém à espreita rodeado por seus homens prestes a matar Eficaz como a noite para esconder os objetos Eficaz como a cabra pra...

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Lugares sobre um Planeta

De L. Os semelhantes florescem mínimo pássaro do tempo Nós continuamos, indizíveis cristais, tremores O fabuloso desfilando o extraordinário, comum mas a penitência da incerteza permanece Novas margens desmoronadas esforços liliputianos É preciso apressar-se A...

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